Sindicatos bancários de todo o país fazem plenárias esta semana para discutir a proposta de manutenção e custeio do Saúde Caixa para 2022. Condições de trabalho é outro eixo da pauta. O Sindibancários/ES confirmou a plenária virtual para a próxima quinta-feira, 14, às 18h30.
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A diretora do Sindicato Lizandre Borges alerta para a importância dos empregados e das empregadas da Caixa participarem da plenária. “Estamos num momento decisivo. É crucial que todos e todas se apropriem das informações e entendam a quantas andam as negociações com a Caixa. É importante ressaltar que as decisões das próximas semanas vão selar o futuro do Saúde Caixa, inclusive na aposentadoria, que é o período em que o empregado tende a ficar mais dependente do plano de saúde”.
Lizandre, que também é integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), explica que as negociações com a Caixa têm sido duras, e que as mobilizações são uma forte aliada para vencer as batalhas. “Recentemente, graças a uma grande mobilização, derrotamos a CGPAR 23 no Congresso Nacional. Essa luta é uma batalha cotidiana. Temos que continuar fechados com a manutenção do modelo de custeio 70%/30% e na defesa dos pilares do Saúde Caixa: mutualismo, solidariedade e pacto intergeracional”.
Condições de trabalho
Durante o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), ocorrido no início de agosto, a melhoria das condições de trabalho foi um dos temas que estiveram no centro das discussões. A médica e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, Maria Maeno, abordou o tema “A meta é ter condições de trabalho e saúde” na Conecef. Ela falou sobre o adoecimento dos bancários e destacou que esse processo se intensificou na pandemia.
“Muitos bancários, em especial os da Caixa, mantiveram trabalho presencial nas agências. Enfrentaram duras condições, com aglomerações de pessoas que buscavam informações e o recebimento do auxílio emergencial. Sabemos que muitos adoeceram e morreram”, destacou Maria Maeno.
Segundo Lizandre, sobretudo durante a pandemia, questões como descumprimento de protocolos sanitários, home office, sobrecarga de trabalho devido ao déficit de pessoal e o aumento da pressão por metas têm afetado os empregados e as empregadas.
A dirigente destaca mais uma vez a importância dos temas em discussão e reforça o convite para a plenária da próxima quinta-feira, às 18h30. “As condições de trabalho têm afetado o dia a dia dos empregados da Caixa e por isso é um tema que está na ordem dia. Com relação à Saúde Caixa, não podemos perder de vista que as novas regras de custeio começam a valer a partir de janeiro de 2022. É hora de intensificarmos a mobilização e lutarmos pelas nossas conquistas. Nenhum direito a menos”, afirma Lizandre.

