Pautas como o fim do teto do banco para custeio do Saúde Caixa (definido em 6,5% da folha de pagamentos); o equacionamento dos déficits da Funcef; a solução de problemas que comprometem as condições de trabalho e a defesa da Caixa 100% pública são alguns dos temas que estarão nas mesas de debate nos próximos três dias (4, 5 e 6) durante o 39º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). Participam dos debates, que acontecem em São Paulo dentro da programação da Campanha Nacional dos Bancários, delegadas e delegados de todo o país.
Durante a Conferência Estadual foram eleitos sete delegados que vão representar a base do Espírito Santo na Conecef: Lizandre Borges (membra nata, integrante da CEE-Caixa); Ronan Teixeira (Sindibancários/ES); Edmar Martins André (Apcef-ES); Sétimo Araújo Lúcio (na suplência de Fabiano Mazzocco); Gilsara Ventura da Silva (na suplência de Rachel Vaillant Amorim de Oliveira); Jackeline Scopel Pereira e Rita Lima (aposentados).
O dirigente Ronan Teixeira, que também está à frente da Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários/ES, destaca a importância da discussão específica durante a Conferência Estadual, que agora será levada ao debate nacional. “O fim do teto de 6,5% para o Saúde Caixa é um tema que provavelmente apareceu em todas as bases com grande destaque, assim como a questão do equacionamento, que ganhou importância depois que a Funcef apresentou uma proposta unilateral que retira direitos dos trabalhadores”. Ronan diz que na Conferência se discutiu os gargalos da Funcef, “mas ainda não havia a proposta do equacionamento. Vamos defender uma proposta na qual a conta do equacionamento não represente perdas para os trabalhadores”, destaca.
A defesa da Caixa 100% pública, segundo Ronan, tem sido uma pauta recorrente em outros congressos, mas que ganhou mais relevância com a mudança da direção da Caixa. “Hoje temos à frente da Caixa um apadrinhado [Carlos Vieira] de Arthur Lira [presidente da Câmara dos Deputados], que é um entusiasta confesso da privatização dos ativos da Caixa. Passamos por isso com Pedro Guimarães [ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro] com a venda da Caixa Seguridade. Agora temos a ameaça privatista nos rondando novamente em torno das loterias da Caixa. A defesa da Caixa 100% é um tema que deve ganhar centralidade na pauta no Conecef deste ano por causa desta nova conjuntura que se apresenta”, prevê o dirigente.
O dirigente ainda sublinha o tema saúde e condições de trabalho. Para Ronan, esse é outro tema-chave em razão do adoecimento das empregadas e dos empregados da Caixa e da categoria bancária em geral. “Sabemos que as metas estão nas raízes desse adoecimento, especialmente o mental”. Ronan acrescenta que a questão da saúde e sua relação com as metas gerou um dos debates mais importantes da Conferência. “Isso nos levou a construir uma proposta não pela amenização das metas, mas pelo seu fim sumário”.
Nesta terça (4), às 16h30, ocorrerá a abertura conjunta do 39º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal, do 34º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, do 29º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil; do 16º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia e do 3º Congresso Nacional dos Funcionários do BNDES, no Holiday Inn São Paulo Parque Anhembi.
Com o slogan “Juntos Avançamos nas Conquistas”, a programação do 39º Congresso Conecef (confira abaixo) também inclui debates sobre a análise de conjuntura e as eleições municipais deste ano. “A delegação capixaba chega a São Paulo com a expectativa de que os pontos levantados na nossa Conferência sejam contemplados no documento final do Conecef. É preciso enfatizar que a luta está apenas começando. A partir de agora dependemos do apoio e engajamento de todas e todos para que sejamos capazes de organizar uma ampla mobilização na defesa de nossos direitos e na reivindicação de novas conquistas”, afirma Ronan.


