Da luta contra o machismo, a opressão, o ódio e a intolerância nasceu o Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. Nesta quinta-feira, 29, mulheres em diversas partes do país saem às ruas para reafirmar que querem respeito e que não se calarão diante das diversas formas de violência que sofrem diariamente. No Espírito Santo, a marcha pela Visibilidade Lésbica acontece pela segunda vez, no Centro de Vitória, na tarde desta quinta-feira, 29.
Bancárias e bancários também estão na luta para vencer a discriminação e o machismo que vitimizam as mulheres lésbicas. De acordo com o dossiê “As histórias que ninguém conta”, do grupo Lesbocídio, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2017, houve um aumento de 237% no número de casos de assassinatos e suicídios de mulheres lésbicas no país.
“Essa é uma data que marca a resistência das mulheres lésbicas há mais de 20 anos. No contexto atual, resistir às opressões é a palavra de ordem. E nós mulheres que amamos outras mulheres, além da lesbofobia e da objetificação, enfrentamos o machismo, a misoginia e o racismo, que vitimizam as mulheres negras. Por isso, esse é um dia importante, quando ocupamos as ruas reafirmando o orgulho lésbico e fortalecendo nossa resistência e afetos em uma sociedade heteronormativa. Em nome da garantia de direitos e da liberdade de amar nós dizemos que existimos sim”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Evelyn Flores.
Dia de luta
Foi em 29 de agosto de 1996 que centenas de mulheres se reuniram no 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro, por uma pauta em comum: visibilidade. Organizado pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro, o evento marcou a história pelos avanços na defesa dos direitos das mulheres lésbicas e, por isso, sua data de realização tornou-se reconhecida nacionalmente como Dia da Visibilidade Lésbica.
Bancários em defesa da diversidade
A categoria bancária é uma das primeiras a conquistar a inclusão de uma cláusula de combate à discriminação nos bancos e de extensão dos direitos aos casais de relação homoafetiva. Neste ano de 2019, será realizado o 3º Censo da Diversidade Bancária, cujos resultados contribuem para a análise e promoção de ações de combate à discriminação e de igualdade de oportunidade nos bancos.
Paralelamente ao Censo, está sendo realizada uma campanha que visa a capacitação da categoria sobre o tema, com o objetivo de levar os bancários a se tornarem agentes da diversidade, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nos seus demais locais de convivência social.
Com informações da Contraf

