
O dia 28 de agosto é de comemoração para a categoria bancária. Fruto de uma greve histórica de 69 dias, em 1951, o Dia do Bancário e da Bancária traz à tona a trajetória de organização, resistência e luta dos bancários brasileiros. Para marcar a data, o Sindibancários/ES esteve presente na manhã desta quarta-feira nas agências do Centro de Vitória, saudando os bancários e pelo seu dia e falando sobre os desafios atuais da categoria.
“É um dia comemorativo, mas é também um dia de registro das ameaças que nos rondam. Hoje temos a ameaça de trabalho aos sábados, que volta à pauta dos banqueiros, e à nossa jornada de 6 horas. Esse é o momento da nossa Campanha Nacional, que apesar de este ano não discutir cláusulas salariais – que já estão previstas da CCT, válida até 2020 – todos os outros temas estarão em debate, por isso neste dia precisamos também falar sobre os direitos que querem nos tirar”, destacou Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato.
Os diretores Mônica Pais e Jonas Freire
Ao falar aos empregados do Itaú, a diretora Mônica Pais reforçou a conjuntura adversa aos bancários, mas também a força da categoria.
“Diante de todo o ataque que estamos sofrendo, nós ainda temos que comemorar, por isso esse dia é tão importante. Mas precisamos seguir lutando, porque se não formos adiante, seremos mais uma categoria que deixará de existir. Por isso, comemorar sim, mas nunca desistir”.
Na Caixa e no Banco do Brasil, a defesa dos bancos públicos e do seu papel social foram ressaltados, num diálogo envolvendo bancários e clientes.

Defesa dos bancos públicos é prioridade para os empregados da Caixa e do Banco do Brasil
“A gente precisa continuar se fortalecendo para enfrentar o desmonte dos bancos públicos, que vem sendo esquartejados de forma silenciosa. O governo pretende privatizar a Caixa, e é por meio do trabalho dessas bancárias e desses bancários que importantes conquistas chegam às mãos dos trabalhadores, como o FGTS, o seguro desemprego, o bolsa-família. Mais do que nunca a gente precisa da solidariedade dos clientes para manter esse banco público e os demais, que estão sob ataque. Nesse momento, temos que nos juntar a todas as categorias de trabalhadores, juntar nossa revolta para preservar nossos direitos”, disse Renata Garcia, diretora do Sindicato e empregada da Caixa.
O combate à reforma da Previdência também foi lembrado como exemplo de luta que requer a unidade de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Diretores entregaram material que resgata história do Dia do Bancário
Origem do dia do Bancário e da Bancária
O Dia do Bancário e da Bancária tem origem em 1951, após uma das mais importantes greves da categoria. O movimento paredista conquistou reajuste salarial de 31% e teve adesão de vários estados, ganhando caráter nacional, embora nessa época as greves dos bancários ainda não fossem unificadas.
No Espírito Santo foram 16 dias de paralisação. Em São Paulo, 69. Essa conquista alimentou uma luta que vem se estendendo ano a ano.

Diretores do Sindicato dialogam com bancários do BB, que vem sofrendo diversas reestruturações e também está ameaçado de privatização
Uma luta que tem história
Direitos como jornada de 6 horas, descanso aos sábados, vale-alimentação e vale-refeição, PLR, licença-maternidade e paternidade ampliadas, entre outros, são resultado da unidade da categoria. Ao longo da história brasileira, a organização dos bancários também foi fundamental nos processos de resistência da classe trabalhadora pela redemocratização do país, contra o autoritarismo e o avanço das elites sobre os direitos sociais.







