Bancários se mobilizam pelo Saúde Caixa

11/09/2019 14:57

Sindicato esteve presente em agências da Caixa de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica, Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim, para dialogar sobre os ataques ao plano de saúde

 

Bancários da agência Praia do Canto, na Reta da Penha, se reuniram com os representantes do Sindicato para discutir os problemas que ameaçam o Saúde Caixa. Fotos: Sérgio Cardoso

Bancários capixabas participaram nesta quarta-feira, 11, do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, com atividade nos principais corredores bancários da Grande Vitória e do interior do estado. Diretores do Sindicato dialogaram com os empregados no sentido de organizar a resistência da categoria aos ataques  praticados pelo governo e pela direção do banco ao plano de saúde. As ações ocorreram em agências dos municípios de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares.

“O Saúde Caixa é uma conquista importante dos empregados, e as ações de hoje ajudaram a resgatar a necessidade lutar por essa conquista.  O ataque ao Saúde Caixa faz parte do desmonte da Caixa como empresa pública, e é uma pauta que precisa ser enfrentada de imediato, não podemos esperar até o próximo acordo”, disse a diretora do Sindibancários/ES Rita Lima.

As ações fazem parte das atividades da Campanha Saúde Caixa para Todos, idealizada durante o 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em agosto.

Para Rita Lima, a receptividade dos empregados com a campanha foi um dos pontos altos desta quarta-feira. “A disposição dos empregados é de luta. E a gente precisa de todos para fortalecer desde já a mobilização pelo direito ao Saúde Caixa e pela sua sustentabilidade, e também pela Caixa 100% pública”.

A diretora Renata Garcia fala aos empregados da agência Glória, em Vila Velha

Os empregados da Caixa denunciam a ação discriminatória do banco, que está contratando 2 mil novos empregados que não poderão ingressar no plano de saúde atual e que ainda não foram informados sobre como será a assistência à saúde oferecida pela Caixa, conforme prevê a cláusula 33 do Acordo Coletivo de Trabalho.

As novas restrições ao Saúde Caixa foram impostas após aplicação da resolução 23 da CGPAR, resolução que estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados. A aplicação da resolução traz impactos diversos ao Saúde Caixa, não só para os novos ingressos. Ela onera os associados do plano, quebra o princípio de solidariedade, exclui os aposentados, impõe períodos de carências, permite cobrança de franquias, traz novas restrições para dependentes e veta a oferta do plano em novos concursos, proibindo a entrada de novos associados. Com o impedimento de novos membros, a tendência é que o Saúde Caixa seja esvaziado, tornando-se inviável no futuro.

Agência Itacibá, em Cariacica, também recebeu diretores do Sindicato

Os ataques ao Saúde Caixa – histórico

Em dezembro de 2017, o Conselho de Administração da Caixa alterou o estatuto do banco incluindo um item que impõe a limitação de sua contribuição para a assistência à saúde dos empregados a 6,5% da folha de pagamento, retomando a velha fórmula que não garante sustentabilidade ao programa.

Para piorar, em janeiro de 2018, o Ministério do Planejamento publicou as resoluções CGPAR nº 22 e 23, com determinações para que as empresas estatais reduzam, ainda mais, as despesas com os planos de saúde dos empregados.

Além da redução drástica dos recursos a serem destinados à saúde dos empregados, as resoluções da CGPAR impedem que os novos empregados tenham direito ao plano existente. Medida que a Caixa já adotou, determinando que os ingressos na empresa a partir de 1º de setembro de 2018 não tenham mais esse direito.

Com informações da Contraf