
Bancários da agência Praia do Canto, na Reta da Penha, se reuniram com os representantes do Sindicato para discutir os problemas que ameaçam o Saúde Caixa. Fotos: Sérgio Cardoso
Bancários capixabas participaram nesta quarta-feira, 11, do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, com atividade nos principais corredores bancários da Grande Vitória e do interior do estado. Diretores do Sindicato dialogaram com os empregados no sentido de organizar a resistência da categoria aos ataques praticados pelo governo e pela direção do banco ao plano de saúde. As ações ocorreram em agências dos municípios de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares.
“O Saúde Caixa é uma conquista importante dos empregados, e as ações de hoje ajudaram a resgatar a necessidade lutar por essa conquista. O ataque ao Saúde Caixa faz parte do desmonte da Caixa como empresa pública, e é uma pauta que precisa ser enfrentada de imediato, não podemos esperar até o próximo acordo”, disse a diretora do Sindibancários/ES Rita Lima.
As ações fazem parte das atividades da Campanha Saúde Caixa para Todos, idealizada durante o 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em agosto.
Para Rita Lima, a receptividade dos empregados com a campanha foi um dos pontos altos desta quarta-feira. “A disposição dos empregados é de luta. E a gente precisa de todos para fortalecer desde já a mobilização pelo direito ao Saúde Caixa e pela sua sustentabilidade, e também pela Caixa 100% pública”.

A diretora Renata Garcia fala aos empregados da agência Glória, em Vila Velha
Os empregados da Caixa denunciam a ação discriminatória do banco, que está contratando 2 mil novos empregados que não poderão ingressar no plano de saúde atual e que ainda não foram informados sobre como será a assistência à saúde oferecida pela Caixa, conforme prevê a cláusula 33 do Acordo Coletivo de Trabalho.
As novas restrições ao Saúde Caixa foram impostas após aplicação da resolução 23 da CGPAR, resolução que estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados. A aplicação da resolução traz impactos diversos ao Saúde Caixa, não só para os novos ingressos. Ela onera os associados do plano, quebra o princípio de solidariedade, exclui os aposentados, impõe períodos de carências, permite cobrança de franquias, traz novas restrições para dependentes e veta a oferta do plano em novos concursos, proibindo a entrada de novos associados. Com o impedimento de novos membros, a tendência é que o Saúde Caixa seja esvaziado, tornando-se inviável no futuro.

Agência Itacibá, em Cariacica, também recebeu diretores do Sindicato
Os ataques ao Saúde Caixa – histórico
Em dezembro de 2017, o Conselho de Administração da Caixa alterou o estatuto do banco incluindo um item que impõe a limitação de sua contribuição para a assistência à saúde dos empregados a 6,5% da folha de pagamento, retomando a velha fórmula que não garante sustentabilidade ao programa.
Para piorar, em janeiro de 2018, o Ministério do Planejamento publicou as resoluções CGPAR nº 22 e 23, com determinações para que as empresas estatais reduzam, ainda mais, as despesas com os planos de saúde dos empregados.
Além da redução drástica dos recursos a serem destinados à saúde dos empregados, as resoluções da CGPAR impedem que os novos empregados tenham direito ao plano existente. Medida que a Caixa já adotou, determinando que os ingressos na empresa a partir de 1º de setembro de 2018 não tenham mais esse direito.
Com informações da Contraf








