Bancários e bancárias do Bandes se reuniram em plenária na noite da última segunda-feira, 30, para discutir e definir a pauta de reivindicações para as negociações deste ano. Reestruturação com redução de cargos, falta de diálogo com os empregados, assédio moral e ameaça de demissão estão entre os principais problemas enfrentados pelos bancários do Bandes.
De acordo com os empregados, o Bandes deve apresentar prejuízo de cerca de R$ 70 milhões em 2019. Na base desse déficit estão a crise hídrica, o fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias), a queda da taxa Selic e a crise econômica. No entanto, a atual direção do banco vem culpando os bancários e bancárias pelo possível prejuízo financeiro –ameaças de demissão e assédio moral instalam clima de terror dentro da instituição. “Escutamos frases como ‘se o banco não reverter a situação, terá demissão’, relata um bancário, que prefere não se identificar.
Em abril deste ano, o economista Maurício Duque assumiu como diretor-presidente do Bandes. Desde então, não houve uma reunião sequer da nova diretoria com os empregados para apresentação das diretrizes da nova gestão. Além disso, com a omissão da política de gestão, bancários vivem sob a insegurança diante rumores de que o Bandes se tornará uma agência de fomento ou um departamento do Banestes.
“Nesses cinco meses não tivemos sequer uma conversa com o novo presidente. Sabemos da previsão de prejuízo de 70 milhões, mas não é uma informação oficial. Eles alegam que temos que caminhar junto com a nova diretoria, mas junto para onde? Não escutam sequer nossas reivindicações”, conta outro bancário.
Outra denúncia dos bancários diz respeito ao corte de cargos sob a justificativa de redução de custos. Eles alertam que, em movimento contrário ao discurso do banco, houve no mesmo período aumento de contratação de cargos comissionados e criação de uma nova diretoria, a de Negócios, gerando custos na mesma proporção. “Se o discurso do banco é reduzir custos com a folha de pagamento, por que há contratação de cargos comissionados?”, questiona um empregado.
Negociação
Para enfrentar essa situação, os bancários e bancárias definiram como principais reivindicações para as negociações deste ano melhores condições de trabalho, fim do assédio moral e abertura de diálogo entre o presidente e os empregados.
O Sindibancários/ES enviará ainda nesta semana um ofício para o Bandes solicitando o agendamento de reunião com o presidente Maurício Duque.









