
Fotos: Sérgio Cardoso
Do rock ao samba, passando pelo reggae e forró. Teve música para todos os gostos embalando a festa dos bancários e das bancárias de Linhares e região, na tarde deste sábado, 19. E não faltou alegria para acompanhar todos os ritmos. A comemoração aconteceu na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), que apoiou o evento.

A festa da faz já parte do calendário de atividades do Sindicato e faz alusão ao Dia do Bancário e da Bancária, celebrado oficialmente em 28 de agosto. E como lembrou o diretor do Sindibancários/ES João Bosco Teixeira, “nunca é tarde para se comemorar”.

O bancário Karlos Antônio Chagas, que trabalha há 5 anos no BNB de Nova Venécia, compareceu com outros 5 amigos da unidade de Linhares, todos acompanhados dos familiares. Para ele, foi uma tarde de diversão, mas também de valorização da categoria bancária.
“A festa está ótima e deveria ser até maior, com mais bancários mostrando a nossa força não só como Sindicato, mas como trabalhadores que, na sua atuação, contribuem com o desenvolvimento socioeconômico da nossa região e do Estado. Esse é o nosso trabalho”, diz.

Karlos, à esquerda, com amigos e familiares
A festa também foi espaço de diálogo sobre os desafios enfrentados pela categoria, e o fortalecimento dos laços afetivos, de amizade e solidariedade foram lembrados como elementos indispensáveis à nossa resistência. “Sabemos que esse governo está atacando nossos direitos, que vamos ter muito trabalho e luta pela frente. Mas temos que recarregar as baterias, por isso é necessário também confraternizar, e nada melhor do que estar com os amigos e colegas de banco para celebrar”, disse o diretor do Sindicato Iracélio Lomes.
Atrações
A pista de dança foi comandada pelos cantores Xandinho, que abriu o evento, e Fabíola Guimarães, que encerrou a festa jogando o clima lá no alto.
Origem do Dia do Bancário
O Dia do Bancário e da Bancária é celebrado em 28 de agosto. Nesta data, em 1951, teve início uma das mais longas greves da história da categoria. Os bancários paralisaram as atividades em forma de protesto durante 69 dias e sofreram forte repressão das autoridades. O movimento grevista durou até que os banqueiros concedessem o aumento de 31% para os trabalhadores.
Essa conquista alimentou uma luta que vem se estendendo ano a ano, para que a categoria alcançasse direitos como o fim do trabalho aos sábados, a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), assistência médica, mesa de negociação unificada, tíquete-refeição, licença-maternidade de 180 dias, entre outros.
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