De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os bancos fecharam 3.328 postos de trabalho de janeiro a setembro deste ano. Só em setembro, foram cortados 1.928 postos no setor bancário em todo o país. No Espírito Santo, o saldo de emprego entre janeiro e setembro deste ano também foi negativo: (-59 postos). Desde 2013, segundo o Caged, a categoria já perdeu 63.934 postos de trabalho
A tabela abaixo, exibe os estados mais afetados pelos cortes de postos de trabalho. Destaque para Rio de Janeiro (-1.177 postos), Rio Grande do Sul (-852 postos) e Distrito Federal (-725 postos).

As demissões sem justa causa representaram 52,8% do total de desligamentos no setor nos nove primeiros meses de 2019. As saídas a pedido do trabalhador representaram 38,1%. Entre janeiro e setembro foram, ainda, registrados 158 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017.
Mais lucros, menos emprego
A maioria dos postos fechados pode ser colocada na conta dos planos de demissões voluntárias, que têm sido intensificados pelos grandes bancos nos últimos anos. O fechamento de postos segue na contramão dos lucros dos bancos. Entre julho de 2018 e junho deste ano, de acordo com o Banco Central (BC), os bancos lucraram R$ 109 bilhões. Esse é o maior lucro nominal (sem computar a inflação) em 25 anos – ocasião do lançamento do Plano Real (1994).
A marca supera em 18,4% o resultado apurado entre julho de 2017 e junho de 2018, quando os bancos lucraram R$ 92 bilhões. Para se ter uma ideia da grandeza deste número, a reforma da Previdência, que pode ser aprovada ainda esta semana pelo Senado, estima gerar uma economia de R$ 800 bilhões em 10 anos. Se os bancos mantiverem seus lucros na casa dos R$ 100 bilhões/ano, em uma década podem romper a impressionante marca de R$ 1 trilhão – número sonhado pelo governo no início da reforma e que caiu em mais de R$ 200 bilhões durante as negociações no Congresso.









