Artigo publicado nessa quarta-feira, 13, no blog do jornalista Vicente Nunes, ancorado no Correio Braziliense, noticia que o Banco do Brasil estaria sendo preparado pelo seu presidente, Rubem Novaes, para ser vendido. Embora publicamente o presidente Jair Bolsonaro desconverse sobre o assunto, o jornalista afirma que a plano de privatização do BB está em curso e a pleno vapor. O blog sustenta que a estrutura da maior instituição financeira pública do país estaria sendo ajustado para ser vendida, mas sem data definida para consumar o negócio.
Amigo de longa data do ministro da Economia, Paulo Guedes, Rubem Novaes já disse abertamente que sempre defendeu a venda do banco. Guedes, por sua vez, não escolheu o amigo para ocupar o caso por acaso. Novaesfoi um dos economistas que assinaram o plano de governo de Bolsonaro. O capítulo privatização foi entregue a ele.
Na avaliação da diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Goretti Barone, isso é um jogo de xadrez e as peças começam a se mover na direção da venda do banco. “Quando Bolsonaro decidiu por Novaes, escolheu um presidente com DNA privatista. Ele tem feito o papel de interventor do banco, como se estivesse no cargo para cuidar exclusivamente do processo de privatização”, criticou Goretti.
Nos movimentos do tabuleiro para privatizar o BB, o jornalista do Correio aponta que Novaes já vendeu a participação que o banco tinha na resseguradora IRB Brasil e na Neoenergia. Anunciou acordo para privatizar o BB Banco de Investimentos e já avisou que a BB DTVM e o BB Américas são as próximas na fila de negociações.
Entre as medidas para enxugar as despesas, Novaes mandou fechar a BB Tur. No caso da Cassi, operadora do plano de saúde dos empregados do Banco Brasil, o banco negocia o repasse de R$ 1,1 bilhão à operadora. Goretti esclarece que o banco está disposto a fazer o aporte na Cassi como mais uma medida para preparar o banco para venda. Ela advertiu que esse aporte vem com imposições que trazem prejuízos para o plano, como a quebra da solidariedade. “ Essa proposta para a Cassi, da forma como foi formulada pelo banco, não nos interessa. Por isso defendemos que os associados digam não à proposta”, sublinhou Goretti.
Segundo o blog, os rumores que correm no governo sinalizam que o BB não seria negociado com um dos grandes bancos brasileiros, mas com uma instituição estrangeira. A estratégia seria aumentar a concorrência bancária no país. “Essa história de vender a uma instituição estrangeira para assegurar a concorrência interna do mercado é uma cortina de fumaça. A suposta venda do BB para o capital estrangeiro é para atender a contrapartidas que foram firmadas ainda na campanha de Bolsonaro. É um absurdo que o governo esteja negociando um banco público, da importância do BB, para entregá-lo de mãos beijadas ao capital estrangeiro. O mais perturbador é que o Congresso Nacional, a Justiça, as instituições de maneira geral fiquem assistindo passivamente a essa negociata.








