No dia 20 de dezembro, diretores do Sindicato dos Bancários/ES se reuniram com a comissão de negociação do Banestes. Na pauta, destaque para o não cumprimento de medidas de segurança nas agências bancárias e a situação dos empregados da Coordenadoria de Atendimento ao Cliente (Coarc).
Com relação à segurança, o Sindicato cobrou do banco que ao menos seis agências do Banestes não estão cumprindo as medidas de segurança obrigatórias, como a instalação de porta giratória, presença do agente de vigilância e sistema de câmaras de monitoramento. O diretor do Sindibancários/ES, Alan Sauer, disse que a não instalação de portas giratórios ainda é um problema recorrente, embora a legislação estadual que determina a obrigatoriedade do dispositivo tenha mais de duas décadas. “A Lei Estadual nº 5.229 que obriga a instalação da porta de segurança e a presença de um agente de vigilância é de 1996, mas ainda temos agências vulneráveis pela falta do equipamento”, apontou Alan.
Ao colocar o problema na mesa de negociação, os representantes do Banestes questionaram que era necessário “interpretar a lei” e que levariam a demanda para a análise da diretoria do banco antes de dar uma devolutiva ao Sindicato. “A lei não é para ser interpretada, mas para ser cumprida. Esse tipo de questionamento só emperra as negociações. Não descartamos a possibilidade de o Sindicato passar a judicializar algumas questões”, sugeriu Alan.
O diretor sindical lembrou que essa lei é resultado de uma ampla campanha do Sindicato que trazia o slogan “A vida vale mais que o lucro”. Alan destacou que o funcionamento de qualquer agência bancária sem o aparato de segurança põe em risco a integridade física dos empregados e clientes, já que o banco mantém transações financeiras também nas áreas de autoatendimento.
A perda do comissionamento de empregados que estavam vinculados à Coarc foi outro assunto tratado na mesa de negociação. Segundo o Sindicato, dos oito bancários que estavam alocados na Coarc, que foi terceirizado em julho deste ano, apenas três permanecem no banco. O impasse do Sindicato com o banco se refere à decisão do banco de retirar o comissionamento desses empregados. O banco havia decidido que manteria o comissionamento por apenas seis meses, após negociações com o Sindicato, porém, a manutenção da comissão foi expandida para 12 meses. O Sindicato reivindica que essa comissão se transforme em verba de caráter pessoal. “Não justifica retirar a comissão. Não houve demérito por parte dos empregados no exercício da função para qual foram designados”, afirmou Alan Souer.
Quando o Banestes terceirizou a Coarc garantiu que os empregados do banco seriam transferidos para a função de caixa. Mas dos três que permanecem no banco, apenas um retornou para a agência. Os outros dois seguem na Coarc.









