O fim do convênio entre o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e a Caixa Econômica Federal vai trazer transtornos aos empregados do banco. A partir de agora, os bancários que necessitarem de afastamento do trabalho por mais de quinze dias para tratamento de saúde terão que agendar por conta própria as perícias médicas para requerer o benefício previdenciário.
Outra mudança é que o pagamento dos benefícios (auxílio-doença previdenciário, auxílio-doença acidentário, auxílio-acidente e salário maternidade) ocorrerá diretamente pelo INSS ao empregado, ou seja, não será mais adiantado pela Caixa. E como a CEF não ficou entre os vencedores do leilão da folha de pagamento do INSS de 2020 até 2024, o empregado que entrar em novo benefício vai receber por um dos seis bancos privados que levaram os lotes do leilão (Santander, Crefisa, Agibank, Itaú-Unibanco, BMG e Mercantil do Brasil).
“O fim do convênio, que partiu do INSS, é muito ruim para o trabalhador, que já está adoecido e terá que lidar com toda essa parte burocrática de agendar perícia e aguardar os prazos para receber o benefício em outro banco”, avalia a diretora de Saúde e Condições do Trabalho do Sindicato, Lizandre Souza Borges. Ela lembra aos bancários que podem procurar o Sindicato caso necessitem de orientações sobre os trâmites e documentos para requerimento dos benefícios.
A Caixa disponibilizou orientações no Portal do Empregado > Relações de Trabalho > Licença Saúde. Para obter esclarecimentos, o banco orienta o contato por meio do chat ou Intranet, via ferramenta SIGSC.
Já o INSS disponibiliza o aplicativo de celular e o portal Meu INSS para informações, agendamentos e requerimentos.
Foto de capa: Jeso Carneiro/CC

