
Diretores do Sindicato dos Bancários/ES se reuniram na tarde desta quarta-feira, 25, com integrantes da Sala de Situação de Emergência em Saúde Pública – criada pelo Governo do Estado para promover o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entre os pontos discutidos na pauta, o Sindicato manifestou grande preocupação com o risco de contágio ao coronavírus de empregados, clientes e usuários, devido às aglomerações que têm sido recorrentes nas agências bancárias na Grande Vitória e interior do Estado. O Sindicato cobrou o cumprimento do decreto do Governo do Estado por parte dos bancos, que está em vigor desde segunda-feira, 23.
“Reivindicamos aos representantes do Governo do Estado o imediato fechamento das unidades bancárias”, afirmou a diretora do Sindicato, Lizandre Borges. Segundo ela, os bancos não estão cumprindo o decreto, que determina o fechamento das agências e restringe o atendimento a beneficiários dos programas econômicos relacionados ao novo coronavírus e a pessoas com doenças graves. Os terminais de autoatendimento também permanecem funcionando.
O coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, reforçou a preocupação com as aglomerações, sobretudo em datas consideradas críticas. Nesta quarta-feira, lembrou Jonas, teve início o pagamento dos benefícios a aposentados e pensionistas do INSS, pessoas do chamado grupo de risco. “Essa situação de aglomeração em uma data crítica como essa se torna ainda mais preocupante nos municípios do interior, onde muitas vezes há uma única agência do Banestes ou de outro banco público concentrando todo o atendimento”, afirmou Jonas.
Os integrantes da Sala de Situação de Emergência quiseram saber como os bancos estão fazendo o contingenciamento do atendimento na prática. O diretor do Sindicato, Cláudio Merçon (Cacau), que também participou da reunião, explicou à equipe do Governo que alguns bancos estão fazendo o atendimento contingenciado, mas outros estão simplesmente ignorando o decreto. Para Cacau, a equipe do governo mostrou preocupação com o não cumprimento do decreto que está gerando essas situações de aglomerações relatadas pelo Sindicato. Ele disse que a equipe prometeu levar as demandas ao Centro de Operações de Emergência (COE), que é ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Cacau sugeriu também que a polícia oriente as pessoas que estão se aglomerando nas unidades bancárias que evitem os deslocamentos. “Lembrei que a polícia tem feito esse tipo de orientação em praias e praças quando constata aglomerações”, afirmou Cacau.
“Sabemos que muitas pessoas estão saindo do isolamento e buscando o atendimento nos bancos sem necessidade. É preciso entender que estamos em quarentena e essa situação expõe ao risco os empregados e os próprios clientes e usuários. O Isolamento social, como preconiza a Organização Mundial de Saúde, é a medida mais efetiva para evitar o contágio”, advertiu Lizandre.
Os diretores do Sindicato também registraram preocupação nas aglomerações que têm ocorrido em lotéricas e correspondentes bancários. “Pedimos que a equipe do Governo cobre os superintendes dos bancos para que o contingenciamento do atendimento também aconteça nessas unidades terceirizadas. Afinal, temos empregados e usuários expostos ao coronavírus também nesses locais”, disse Jonas, que avisou que o Sindicato seguirá fiscalizando para que os bancos cumpram o decreto na sua essência.

