Segundo estimativa da própria Caixa Econômica, cerca de 17 milhões de pedidos do auxílio emergencial seguem represados. São cadastros com dados incompletos ou inconsistentes que continuam em análise. Atrás de cada um desses cadastros há milhares de brasileiros aflitos à espera de receber o auxílio emergencial de R$ 600 para aliviar os impactos da pandemia do novo coronavírus.
Mas o que é uma questão de sobrevivência para milhões de brasileiros, sobretudo os mais pobres, foi motivo de deboche para o presidente Jair Bolsonaro. Na live semanal transmitida pelas redes sociais dessa quinta-feira, 07, Bolsonaro ironizou a situação dos trabalhadores que ainda não receberam a 1ª parcela de R$ 600. “É uma minoria barulhenta. Uns realmente têm razão, outros se equivocaram e outros não têm direito”, resumiu em tom sarcástico.
Ao lado de Bolsonaro, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, assentiu ao deboche com um riso contido de canto de lábio. Enquanto Bolsonaro e Guimarães se divertem com um problema tão grave, as aglomerações prosseguem nas portas das agências da Caixa.
Nesta semana, Sindicato dos Bancários/ES divulgou nota pública (abaixo) em repúdio à incapacidade do Governo Federal e da Presidência da Caixa em gerir o pagamento dos benefícios sociais. Essa desorganização tem resultado em filas e aglomerações nas agências da Caixa, situação que aumenta a exposição de bancários e usuários ao contágio da covid-19.
Nota pública
O Sindibancários/ES esclarece que os empregados da Caixa, que estão na linha frente do atendimento bancário durante a pandemia, também são vítimas dessa ineficiência do Governo Bolsonaro e do presidente da Caixa no enfrentamento desta crise.
As filas resultam da ineficácia do sistema lançado pelo governo e da carência de informações. Pedro Guimarães se nega a descentralizar o atendimento e a ouvir os empregados para melhorar a gestão. Enquanto bancários trabalham sobrecarregados e sem proteção adequada, a população enfrenta filas e a demora na liberação dos recursos.
Os bancários se solidarizam com os capixabas que buscam os benefícios sociais e seguem empenhados para cumprir a função pública da Caixa, mas precisam ter respeitados seus direitos e condições de trabalho. Por isso, pedimos que a população também seja solidária com os funcionários da Caixa.
A vida vale mais que o lucro!
Sindicato dos Bancários do Espírito Santo. Filiado à Intersindical

