No primeiro trimestre deste ano, o Santander Brasil teve lucro de R$ 3,853 bilhões, alta de 10,5% na comparação anual e de 3,4% em relação ao trimestre anterior. O total de ativos sob seu controle passou de R$ 803 bilhões para pouco mais de R$ 1 trilhão.
Isso mostra que mesmo em meio à pandemia, o banco continuou com saúde financeira. Os empréstimos cresceram em todos os segmentos, mas foram mais fortes para o setor corporativo, que buscou liquidez neste cenário de crise, com uma expansão de 34%.
Mas se o banco continua lucrando e vivendo num oásis em meio ao caos, não tem se preocupado com o emprego dos bancários. Nos últimos doze meses, o Santander fechou 1.040 postos de trabalho. Quanto à rede de atendimento, o banco encerrou as atividades em 27 agências.
“O resultado do Santander nesse primeiro trimestre, com PIB fraco (1,1% em 2019) e economia combalida, mostra que não há crise para este setor. Por outro lado, o banco tem sido muito agressivo na cobrança de metas. Esse lucro é graças ao sangue e suor de bancários e bancárias que estão adoecendo cada vez mais, inclusive neste momento de pandemia, quando a vida deveria estar como preocupação primeira do banco”, afirma diretora do Sindicato Cláudia Garcia.








