Santander vai se manifestar sobre reivindicações da COE na sexta, 31

29/07/2020 15:27

Banco de horas negativas, aditivo sobre compartilhamento de dados pessoais dos empregados e mudanças nos procedimentos de testagem para covid-19 foram os pleitos apresentados ao Santander, que prometeu se manifestar na reunião desta sexta, 31

Representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander apresentaram ao banco, na reunião dessa terça-feira, 28, um conjunto de reivindicações que tratam de três temas: banco de horas negativas, aditivo sobre compartilhamento de dados pessoais dos funcionários e mudanças nos procedimentos de testagem para covid-19. O Santander prometeu se manifestar sobre a contraproposta apresentada pela COE na reunião que acontece na próxima sexta-feira, 31.

O diretor da Fetraf RJ/ES e representante do ES na COE Santander, Cláudio Merçon (Cacau), explicou que antes da reunião com o banco a Comissão já havia se adiantado e feito a avaliação da proposta do banco. “Fizemos uma contraproposta ao banco em defesa dos interesses dos empregados, especialmente em relação ao banco de horas, que é uma das questões mais sensíveis da mesa de negociações”.

Ele destaca a redução do período de compensação de 18 para 12 meses e o início da contagem das horas. “Queremos a contagem a partir de maio, o banco quer começar a contar a partir de abril. Um mês faz muita diferença. Não aceitamos também fazer acordo para banco de horas positivo. Queremos negociar apenas o banco de horas negativas”. Cacau acrescenta: “Mas vamos aguardar qual será a devolutiva do banco na próxima reunião”.

Uso de dados

Além do banco de horas, a COE também questionou sobre uma proposta de aditivo ao contrato de trabalho que o banco está fazendo diretamente aos empregados. Assinado o aditivo os funcionários autorizam o Santander a compartilhar dados pessoais com terceiros.

“O Comando Nacional e os sindicatos estão orientando os empregados a não assinarem esse aditivo até que as negociações sobre o tema sejam definidas”. Segundo Cacau, o Santander precisa explicar detalhadamente como pretende utilizar essas informações pessoais de seus empregados com terceiros. O dirigente diz ainda que a redação do documento contraria o que determina a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP).

Covid-19

Outro ponto tratado na reunião se refere à alteração nos protocolos para testagem e retorno ao trabalho de empregados com suspeita de covid-19 ou que tiveram contato com colegas infectados.

O banco realizou parceria com algumas redes de farmácias e fará o teste rápido (eco teste) nos funcionários com suspeita de infecção pelo novo coronavírus e naqueles tiveram contato com eles. Caso seja confirmada a contaminação pelo novo coronavírus, o funcionário será afastado e todos serão monitorados por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas de covid-19. O empregado que testar positivo fará uma retestagem pelo método de biologia molecular (teste RT-PCR) para confirmar, ou não, o resultado.

Mais do que o tipo de teste realizado, entretanto, a preocupação da COE é com a possibilidade de o trabalhador que acusar negativo pela testagem rápida retornar ao trabalho e contaminar seus colegas, uma vez que este tipo de teste tem grande probabilidade (cerca de 30%) de dar resultado errado (falso negativo, ou falso positivo).

O banco se comprometeu que, independente do teste, fará o acompanhamento das pessoas por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas da doença. E pediu para se aguarde um mês para que haja uma possibilidade de analisar os resultados deste novo protocolo de procedimentos.

Além dos pontos que já estão na pauta de negociações, o banco adiantou que quer tratar nas próximas reuniões sobre o teletrabalho e a Participação dos Lucros e Resultados (PLR).

(Com informações da Contraf)