A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com representantes do banco na tarde da última sexta-feira, 07, para discutir as reivindicações em defesa do emprego da Campanha Nacional dos Bancários específica. O BB sinalizou positivamente sobre a renovação de algumas cláusulas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Mas os representantes dos empregados cobraram o fim do fechamento de postos de trabalho e a contratação de mais empregados.

De acordo com balanço divulgado pelo BB na última quinta-feira, 06, ao fim do primeiro semestre deste ano (6), o banco tinha 92.474 funcionários, com fechamento de 3.694 postos de trabalho em doze meses, sendo 283 no 2º trimestre de 2020.

“A contratação de mais empregados é primordial, pois os bancários estão sobrecarregados e ainda enfrentam a pressão por metas. Apesar da sinalização positiva sobre a renovação de algumas cláusulas referentes ao emprego, precisamos nos manter mobilizados, pois é preciso avançar nas negociações para garantir nossos direitos já conquistados, a contratação de mais empregados e o fim das metas, que tem levado os trabalhadores ao adoecimento”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.

Mesa sobre covid-19

O BB também acatou a reivindicação dos representantes dos bancários e bancárias de realização de uma mesa específica para discutir assuntos relacionados à covid-19.   Sob pressão da direção do BB, que tem intensificado a cobrança de metas, gestores estão propondo que pessoas do grupo de risco voltem ao trabalho presencial mediante avaliação médica.

Há denúncias ainda de ameaças a empregados do grupo de risco que estão em home office. Caso esses bancários não cumpram as metas terão que deixar o home office e serão incluídos no grupo que está acumulando horas negativas a serem compensadas. Além dessas ameaças, os bancários que trabalham presencialmente ainda enfrentam a  falta de equipamentos de proteção adequados, que não estão chegando em todas as unidades do país, e a intransigência de alguns colegas que se se negam a seguir os protocolos e usar máscaras, o que gera constrangimento e insegurança.

“Essa será uma importante mesa. O debate sobre todas essas questões é urgente. Empregados que coabitam com pessoas do grupo de risco também estão sendo pressionados a retornarem ao trabalho.  As orientações de prevenção à covid-19 não estão sendo cumpridas e esses empregados enfrentam ainda esse momento de instabilidade e terror psicológico em meio à pandemia”, denuncia Goretti.

Avanços das negociações

O BB informou que vai renovar as cláusulas do ACT em vigência, que tratam das mesas temáticas sobre os trabalhadores dos bancos incorporados, que será instalada em 90 dias após a assinatura do acordo e o banco vai trazer para a mesa as entidades relacionadas (Economus, Previ, Cassi…).

O banco também vai renovar a mesa para tratar do trabalho home office e aceitou incluir nesta mesma mesa os escritórios digitais. Também há intenção de renovação da cláusula de negociação permanente.

Os trabalhadores também apresentaram reivindicações específicas em relação ao Performa, ao GDP e a continuidade da contagem do tempo para questão de mérito, mesmo quando o trabalhador está em licença acidente de trabalho. Também cobraram a constituição de uma mesa específica para tratar dos funcionários com deficiência.

Negociações

As próximas mesas de negociação serão sobre saúde, igualdade e cláusulas sociais. Mas ainda não têm datas definidas.

Com informações da Contraf

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