Bancários do Banestes discutem saúde e reafirmam manutenção de direitos

14/08/2020 21:36

Na reunião desta sexta, 14, além de questões relacionados ao adoecimento da categoria, Sindicato marcou posição para assegurar direitos já conquistados, independentemente das negociações da Campanha Nacional

Na reunião desta sexta-feira, 14, com os representantes do Banestes, os bancários discutiram o eixo sobre saúde da minuta específica. Foram debatidas questões relacionadas ao adoecimento da categoria. A comissão de negociação do Sindicato dos Bancários/ES reafirmou posição pela manutenção de direitos já conquistados. “Enfatizamos que não aceitaremos reduzir nenhum direito, independentemente das negociações que estão sendo encaminhadas pela mesa da Campanha Nacional com a Fenaban. Vamos nos concentrar nas pautas específicas dos bancários e das bancárias do Banestes”, destacou Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato.

No eixo sobre saúde, o dirigente afirmou que a comissão apontou que os casos de assédio têm sido recorrentes, assim como a cobrança abusiva de metas. Segundo Jonas, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, com parte dos empregados em home office e com os quadros reduzidos nas agências, o Banestes tem exigido o cumprimento das metas como se não houvesse uma crise sanitária. “Chega a ser desumano cobrar resultados do empregado nessas condições extremas. A consequencia dessa cobrança abusiva é o aumento de casos de doenças físicas e mentais”, criticou.

Ele acrescentou que a comissão pleiteou que o plano de saúde inclua a cobertura de outros procedimentos, como fisioterapia, por exemplo. “Há doenças que estão diretamente relacionadas às condições de trabalho e que exigem tratamentos específicos que hoje não são cobertos pelo plano. Queremos a inclusão desses tratamentos para melhorar a saúde e qualidade de vida dos empregados”, explicou.

Pauta específica

Jonas Freire destacou que a comissão de negociação firmou posição sobre a manutenção dos direitos já conquistados pelos banestianos. Ele enfatizou que os bancários não aceitaram retrocesso. “Não importa como está sendo encaminhada a negociação na mesa nacional com a Fenaban sobre determinado eixo”.

O dirigente deu um exemplo concreto. Ele se referiu à reunião dessa terça, 11, sobre o tema saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Segundo Jonas, a contraproposta dos bancos ao Comando atinge especificamente as cláusulas da CCT que versam sobre a complementação do auxílio-doença previdenciário e acidentário (cláusula 29), o monitoramento de resultados (cláusula 39) e o adiantamento emergencial de salário nos períodos de afastamento por doença (cláusula 57).

“Para os bancários e as bancárias do Banestes esse tipo de proposta não interessa. Comparada às nossas cláusulas atuais sobre esses mesmos pontos, a proposta da Fenaban representa perdas de direitos. Não queremos retroceder, queremos assegurar o que temos hoje e ampliar nossas conquistas”, assinalou.

A próxima rodada de negociação com o Banestes acontece na terça-feira, 18.