Durante a quinta rodada de negociação do Acordo Coletivo (ACT) nessa sexta-feira, 21, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) rejeitou as propostas do banco público de alterações no Saúde Caixa. Na última quarta-feira (19), o banco havia apresentado seis propostas que alteravam o modelo de custeio atual, comprometendo o pagamento do plano para boa parte dos trabalhadores.
“Após a recusa da CEE na reunião da quarta, havia expectativa de que a Caixa melhorasse a proposta, o que não ocorreu na nova negociação. Na reunião anterior, a posição da Comissão dos Empregados havia sido enfática ao recusar alterações no plano que representam perdas para os empregados. Não aceitamos abrir mão do atual modelo, que é sustentável, e que garante o pacto intergeracional, o mutualismo e a solidariedade a todos os empregados”, afirmou Lizandre Borges, diretora do Sindicato dos Bancários/ES.
A Caixa, novamente, insistiu na proposta de individualização do plano por faixa etária, alegando a necessidade de garantir a sustentabilidade do Saúde Caixa. O teto de gastos de 6,5% estabelecido pela Caixa é prejudicial aos empregados. O banco justifica que o teto é importante para manter a Caixa competitiva no sistema financeiro. A CEE, no entanto, rebateu a justificativa, alegando que a Caixa, ao contrária, tem perdido mercado.
Para Edgar Antônio Bastos Lima (Fenacef), as propostas da Caixa não são sustentáveis para todos os empregados. “Rejeitamos em mesa a proposta da Caixa para nosso plano de saúde porque ela é perversa sobretudo com os menores salários. Mantidas as condições da proposta o Saúde Caixa se aproxima, perigosamente, de um produto de mercado”, avaliou.
Após recusar a proposta, os representantes do CEE disseram que se mantêm abertos para discutir novas propostas que contemplem os anseios dos empregados. Segundo a Lizandre, o objetivo central da proposta dos bancários é assegurar o Saúde Caixa para todos, inclusive com a inclusão dos novos empregados.
Atualmente, o custo do Saúde Caixa é divido igualmente para todos os beneficiários. Com 70% do valor custeado pela empresa e o restante (30%) pago pelos trabalhadores. O modelo permite que todos os trabalhadores tenham condições de pagar o plano de saúde de forma solidaria com todas as faixas etárias e condições salariais.
Nas redes sociais, durante essa segunda-feira, 24, houve tuitaço em repúdio à proposta do banco em mexer no Saúde Caixa. Os bancários retuitaram as hashtags #PedroGuimarãesIngrato e #SaúdeCaixaParaTodos.
Lizandre ressaltou que os bancários e as bancárias da Caixa precisam manter a pressão nesta reta final de negociação. Ela lembrou que as negociações para manter o atual modelo de custeio do Saúde Caixa continuam. “O engajamento de todos e todas é muito importante neste momento. Vamos manter o Saúde Caixa Para Todos”, enfatizou a dirigente.






