O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban se reúnem nesta sexta-feira, 20, para discutir a manutenção do teletrabalho. Os representantes dos bancários devem cobrar dos bancos ações que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores e das trabalhadoras, como a manutenção do teletrabalho para o grupo de risco e o rígido cumprimento dos protocolos sanitários para os empregados que estão em trabalho presencial nas agências.
A discussão se tornou urgente com o aumento do número de novos casos de covid-19 em praticamente todos os estados do país. Segundo a Fiocruz, os 15 Estados com tendência moderada ou forte de alta de casos são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
No Espírito Santo, a curva de novos casos tem aumentado na mesma proporção que as taxas de internação das UTIs destinadas para os pacientes com covid nos hospitais públicos e privados. No Estado são mais de 175 mil casos confirmados e 4.082 mortes. A taxa de ocupação de UTI-covid na rede pública beira 85% no Espírito Santo. A taxa de retransmissão da doença já é maior que 1 em todo o Estado. Por exemplo, uma taxa de 1,2 indica que 100 infectados vão transmitir a doença para 120 pessoas.
Esse quadro de agravamento da pandemia, que alguns pesquisadores e médicos já classificam como “segunda onda” no Brasil, tem causado apreensão na categoria, tanto entre os bancários que estão em home office e passaram a ser pressionados para retornar às atividades presenciais como os que já estão nas agências e que estão se sentido mais vulneráveis com o aumento dos casos e das internações.









