
Slogan da Campanha Nacional 2020 destacou proteção a direitos já conquistados
Em 2020, qualquer movimento, ação ou uma atividade rotineira qualquer teve que respeitar as limitações impostas pela covid-19. Com a Campanha Nacional da categoria bancária não foi diferente. O distanciamento social tão necessário para prevenir a contaminação pelo vírus impôs limites na mobilização e ações da categoria. Mas o desafio maior foi vencer a intransigência dos banqueiros, que se negaram a garantir a ultratividade dos acordos e, a todo momento, ameaçaram retirar os direitos já conquistados.
As rodadas de negociação foram virtuais e os representantes dos bancários no Comando Nacional enfrentaram o jogo pesado do banqueiros, que tentaram cortar a PLR e dar reajuste zero. Os trabalhadores acabaram amargando perdas econômicas e os acordos de teletrabalho só foram discutidos no final do ano. Mas é preciso destacar que foi a mobilização e a participação dos bancários e bancárias nas assembleias, realizadas virtualmente, que derrubou a intransigência dos bancos e garantiu os direitos já conquistados em anos de luta da categoria.
“É preciso olhar para a Campanha Nacional de 2020 e ver a força que há na nossa mobilização e na unidade da luta por direitos. Enfrentamos um ano desafiador, quando a ganância dos banqueiros extrapolou qualquer limite. Mas seguimos firmes, unidos para barrar os retrocessos que tentaram nos impor. Tivemos perdas econômicas e não conseguimos avançar na nossa pauta de reivindicações. Mas nesta conjuntura difícil, com um governo ultraliberal e de contínuos ataques aos trabalhadores, manter nossos direitos foi uma conquista importante”, avalia o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire Santana.
Acordo
Na proposta final da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a Fenaban manteve o formato da PLR e propôs um reajuste abaixo da inflação, de apenas 1,5%, mais abono de R$ 2 mil. É preciso recordar que no Comando Nacional, o representante dos bancários capixabas, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), votou pela rejeição à proposta final, já que havia perdas econômicas. Mas Carlão teve o voto vencido, já que a maioria do Comando deliberou por orientar a aprovação.
“Sempre defendemos a ampliação de direitos e a valorização salarial. Diante do lucro bilionário dos bancos, mesmo em meio à pandemia, a proposta de reajuste abaixo da inflação foi vergonhosa e uma afronta dos bancos. Por isso, representando os bancários capixabas, defendi a rejeição ao acordo. Ao final, orientamos a votação pela aprovação pois esse era o direcionamento da maioria do Comando Nacional. Entrar em uma greve isolados, com centenas de bancários em home office, seria muito prejudicial para os bancários capixabas, não teríamos peso em uma negociação isolada. Além disso, defendemos a unidade da categoria e a mesa de negociação única é uma conquista dos bancários”, frisa Carlão.









