Notícia publicada no início desta semana no site da Contraf despertou dúvida entre os empregados do Itaú. De acordo com a informação, bancários e bancárias que se declararam como grupo de risco para a covid-19 e ainda estão afastados do trabalho presencial deveriam enviar uma declaração médica detalhada e atualizada descrevendo o quadro de saúde e sua gravidade até o próximo dia 15 de janeiro.
Alguns empregados ficaram apreensivos com a informação, temendo sofrer descontos caso não apresentassem a declaração de saúde atualizada até a data limite. Ante a necessidade de esclarecer se os dias seriam ou não abandonados para os empregados do grupo de risco, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú questionou o banco como ficaria a situação dos funcionários que não conseguirem o relatório até o dia 15 de janeiro, por conta, por exemplo, da dificuldade em marcar consultas em um mês tradicionalmente de férias de muitos médicos. A COE inqueriu o Itaú se esses dias seriam abonados.
“O banco garantiu que sim. Que irá tratar caso a caso e que o time de saúde fará a interlocução. A data inicial foi utilizada como parâmetro. O objetivo é dar tempo às pessoas que precisem obter os documentos”, explicou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. “Vale deixar claro para a pessoa que o quanto antes conseguir entregar o relatório é melhor para ela, para não se preocupar com o abono das horas”, completou.
Com base na documentação, será avaliada pela Área de Saúde a manutenção do afastamento ou o retorno ao trabalho. Não precisam enviar a documentação: gestantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com câncer, transplantadas ou que fazem uso de medicamento imunossupressores, pois devem continuar afastados do trabalho presencial automaticamente.
O Itaú informou que essas recomendações poderão ser revistas ou complementadas a qualquer momento.








