Nesta quarta-feira, 20, a partir das 18h30, bancários e bancárias do Bando do Brasil (da ativa e aposentados) se reúnem em plenária virtual para discutir as ações que serão realizadas no Dia Nacional de Luta contra o desmonte do BB. Entidades sindicais e associativas de todo o país estão planejando uma série de ações para esta quarta-feira.
A diretora do Sindicato dos Bancários/ES Goretti Barone destaca que é muito importante uma participação maciça dos funcionários. “O momento é de decisão e mais do que nunca precisamos contar com o engajamento de todos e todas. Só venceremos essa luta pela via coletiva, coesos e unidos. Não há solução individual”; enfatiza a dirigente.
Reestruturação
Desde a semana passada, quando Brandão anunciou o plano de reestruturação do banco, que prevê a demissão de 5 mil trabalhadores e o fechamento ou mudança de perfil de 361 agências em todo o país, começou a circular nos meios políticos que Bolsonaro havia pedido a cabeça do presidente do BB. Ele teria alegado que o plano de reestruturação, anunciado sob o impacto do fechamento da fábrica da Ford e em meio às negociações com deputados e senadores para a sucessão do Congresso, causará prejuízos à imagem do presidente e às suas articulações políticas.
Depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, trabalharem como bombeiros para fazer o rescaldo junto a Bolsonaro, o presidente recuou e decidiu manter Brandão à frente do BB. Nessa segunda-feira, 18, a imprensa nacional repercutiu a permanência de André Brandão e confirmou que o pacote de reestruturação será mantido parcialmente. Bolsonaro teria concordado com as demissões, mas teria pedido para Brandão segurar o fechamento de agências.
Houve uma pressão dos prefeitos sobre deputados e senadores para que as medidas de fechamento de agências fossem paralisadas. Alguns parlamentares, especialmente os do campo da esquerda, têm se manifestado não apenas contra o encolhimento da rede física, mas também criticado as demissões em massa em meio à pandemia.
Desmonte
“O plano de reestruturação do BB entrou definitivamente na disputa política à sucessão das duas casas legislativas. A permanência de André Brandão e se nesse momento ele vai adiar o fechamento de agências para minimizar prejuízos políticos para Bolsonaro não é nosso foco. O que nós interessa é que a reestruturação, ou melhor, o desmonte do BB, é uma realidade. Esse plano faz parte do projeto do governo de preparar o banco para ser vendido. Nossa luta é pela defesa do Bando do Brasil, com ou sem Brandão. Isso é só um detalhe. Se não for Brandão, será outro. O projeto é do Governo Bolsonaro”, destaca.
Goretti acrescenta que Guedes, com o aval de Bolsonaro, está empenhado em privatizar o BB e a reestruturação é um passo importante nesse sentido. “O único meio de revertermos a reestruturação é pela luta. E luta é sinônimo de mobilização. Precisamos de toda a nossa militância virtual para exercer pressão sobre a classe política: prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e senadores. É importante também engajar a sociedade para que ela engrosse essa trincheira contra o desmonte do BB”.
A dirigente afirma que o momento é decisivo e a participação dos bancários e das bancárias nessa mobilização é fundamental. Nesta quarta, o Sindicato espera contar com uma expressiva participação dos funcionários do BB do Espírito Santo na plenária. “Repito, só nos resta a luta. É obrigatoriamente pela luta que poderemos evitar que o BB seja rifado ao setor financeiro nacional e estrangeiro. Vamos à luta!
Plenária Dia de Luta contra o desmonte do BB
Quarta-feira, 20 – 18h30
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Como acessar a plenária
A plenária utilizará a plataforma Zoom. Para participar, baixe e instale o aplicativo Zoom no seu celular ou computador. Clique AQUI para acessar a sala virtual e aguarde a liberação do anfitrião. Lembre-se de incluir seu nome para que o acesso seja autorizado.








