
Bancários e bancárias capixabas do Banco do Brasil fizeram nova paralisação de 24 horas nesta quarta-feira, 10, contra a reestruturação iniciada pelo banco. Hoje, milhares de bancários com função de caixa em todo o país foram descomissionados. Nas centenas de unidades que estão fechando ou mudando de perfil, funcionários comissionados também podem perder as comissões. A greve de hoje já é a segunda realizada pelos funcionários.
No Espírito Santo, 16 agências foram paralisadas, além de todo o prédio da Pio XII, onde funcionam, além das agências, a Superintendência do Espírito Santo, a Regional Vitória e a Regional Vila Velha, Ajure e a PSO Vitória. O pacote de reestruturação foi iniciada em 11 de janeiro, sem nenhum diálogo com os bancários ou as entidades representativas. O desmonte do banco prejudica não apenas os trabalhadores, mas também os clientes e a população em geral, que têm o serviço precarizado, com a redução de funcionários e de unidades.
“A paralisação de hoje é mais uma das ações dos bancários que estão mobilizados contra essa reestruturação, que é marcada pela intransigência da direção do banco sob o comando do governo Bolsonaro. Hoje, nossa greve marca também o protesto contra o descomissionamento geral e dos caixas. Em toda a história do BB, não há registro de um processo tão truculento e intransigente como esse. Bancários das unidades afetadas estão enfrentando dificuldades na remoção, com opções para novos locais de trabalho distantes de suas moradias. Essa é uma estratégia do BB para pressionar os funcionários a pedirem demissão. Isso é desmonte do BB e não vamos aceitar! Nossa luta continua”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
Desde o dia 03 de fevereiro, a Contraf vem se reunindo com a direção do BB, com a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), para solicitar mais informações sobre a reestruturação e pedir a suspensão do descomissionamento dos caixas. O BB negou o pedido e até a última reunião, realizada nesta terça-feira, 09, não houveram avanços nas negociações.
O BB se nega a atender as reivindicações dos bancários e chegou a apresentar proposta de prorrogação de 30 dias no processo de retirada da gratificação dos caixas, mas com a condição de que todas as entidades assinassem o acordo de compensação de horas em decorrência da pandemia e o Acordo de Comissão de Conciliação Prévia (CCP), ambos já em negociação com a Contraf. O banco também exigiu a retirada de ações judiciais em andamento contra o banco. A Contraf recusou a proposta.
Polícia reprime greve em Brasília
A paralisação desta quarta-feira, 10, foi nacional. Apesar do cumprimento de todos os protocolos para realização de greve, em Brasília cerca de 200 funcionários e funcionárias do BB foram agredidos pela Polícia Militar do Distrito Federal, que chegaram a usar gás de pimenta e cassetete contra os trabalhadores. As agressões violentas ocorreram pela manhã no edifício Sede 1, na garagem do setor bancário sul, onde se concentram as operações de monitoramento remoto do banco.
Confira as agências paralisadas no ES:
Ag. Expedito Garcia, Cariacica
Ag. Jardim América, Cariacica
Ag. Jardim Limoeiro, Serra
Ag. Lindemberg, Vila Velha
Ag. Centro, Vila Velha
Ag. Fernando Ferrari, Vitória
Ag. Pio XII, Vitória
Ag. Empresa Vitória (Localizada no prédio da Pio XII, em Vitória)
Ag. Setor Público (Localizada no prédio da Pio XII, em Vitória)
Ag. Empresa Porto (Localizada no prédio da Pio XII, em Vitória)
Escritório Exclusivo (Localizada no prédio da Pio XII, em Vitória)
Ag. Laranjeiras, Serra
Ag. Serra Sede, Serra
Ag. Jacaraípe, Serra
Ag. Aracruz
Ag. Ibiraçu
Agência Colatina – os caixas não funcionaram
Unidades administrativas: Superintendência do Espírito Santo, a Regional Vitória e a Regional Vila Velha, Ajure e a PSO Vitória

