As trabalhadoras e trabalhadores capixabas estão em contagem regressiva para a 27ª edição do Grito dos Excluídos, que acontece no próximo dia sete de setembro. A concentração será às 8h30, na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória. De lá, os manifestantes seguem rumo à Câmara Municipal de Vitória. Este ano, o Grito tem como lema “Vida em Primeiro Lugar”, e o lema, “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

“É importante a participação no Grito para mostrar que estamos descontentes com o que está acontecendo no país, ao contrário do que pensam aqueles que acham que é possível alguma mudança com o atual governo”, diz o diretor do Sindibancários, Idelmar Casagrande, que acredita ainda que o protesto é uma forma de dizer que queremos feijão em vez de fuzil.

O dirigente sindical destaca que a realidade do país é marcada pela intensificação da retirada de direitos trabalhistas, da degradação do meio ambiente, e pelo ataque ao “direito de viver em paz”, já que as liberdades individuais estão sendo atacadas, e de forma violenta.

Bancários e bancárias nas ruas

A manifestação será estruturada em sete eixos. O Sindibancários, uma das entidades que organizam o Grito, estará no eixo Terra, Território, Teto e trabalho: a Esperança Está na Organização Popular; juntamente com movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e a Pastoral Operária (PO). “Nesse eixo queremos reivindicar trabalho digno, soberania alimentar e tantos outros direitos que estão sendo negados aos brasileiros”, diz Idelmar.

Os demais eixos do Grito são Juventude: Protagonismo Juvenil e Participação Popular; Vacina Já, para Todos e Todas; Soberania e Princípio Democrático; Militarização: Racismo e Preconceito; Esperançar: Nós Podemos Reinventar o Mundo; e Mulheres: Equidade e Direitos.

No eixo Juventude: Protagonismo Juvenil e Participação Popular, será destacado, por exemplo, que a participação social, política, e na formulação, execução e avaliação de políticas públicas é um direito fundamental das juventudes. A má gestão da pandemia da Covid-19 no Brasil e o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) são algumas das denúncias a serem feitas no eixo Vacina Já, para Todos e Todas.

O eixo Soberania: Princípio Democrático leva para as ruas a insatisfação das brasileiras e brasileiros com o abandono dos interesses nacionais na condução da política externa. A atuação violenta das forças policiais em territórios como aldeias indígenas, comunidades quilombolas, favelas e as periferias será destacada no eixo Militarização: Racismo e Preconceito. No Mulheres: Equidade e Direitos, serão denunciadas mazelas como o alto índice de violência doméstica no Brasil.

Por fim, o eixo Esperançar: Nós Podemos Reinventar o Mundo, traz a necessidade de manter firme o sonho de uma sociedade mais justa e igualitária, fortalecendo os movimentos de luta e resistência, as ações solidárias e outras iniciativas que buscam a garantia de direitos e a vida com dignidade.