Em novo ato dia 02|10, trabalhadores voltam às ruas pelo #ForaBolsonaroEMourão

29/09/2021 10:49

Do final de maio para cá, este será o quinto ato organizado pelos centrais e entidades sindicais e movimentos populares para pedir o #ForaBolsonaroEMourão. Em Vitória, os manifestantes se concentram a partir das 14h em frente à Ufes

No próximo sábado, 2 de outubro, trabalhadores e trabalhadoras voltam às ruas em todo o Brasil para pedir o #ForaBolsonaroMourão. As centrais e entidades sindicais e movimentos populares estão programando atos em todas as capitais e centenas de municípios do país. Em Vitória, a concentração começa às 14h em frente ao Teatro da Ufes. De lá, os manifestantes seguem em passeata até a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), onde ocorre a dispersão.

Do final de maio para cá, este é o quinto ato pedindo a saída de Bolsonaro e Mourão. O Sindicato dos Bancários/ES marcou presença em todos. A coordenadora-geral do Sindicato, Rita Lima, diz que a expectativa é reunir um grande número de manifestantes no próximo dia 2 para demonstrar a insatisfação crescente da grande maioria da população com o governo Bolsonaro-Mourão. “Por isso é tão importante a participação. Quanto mais intenso e numeroso o ato, mais desgaste geramos para o governo Bolsonaro. Os atos têm sido decisivos para a queda de popularidade de Bolsonaro”, destaca.

As pesquisas confirmam a fala de Rita Lima. O índice de aprovação do governo Bolsonaro está em queda livre nos últimos meses. A última pesquisa DataFolha, de 16 de setembro, mostrou que apenas 22% aprovam o governo Bolsonaro, contra 53% que o desaprovam – pior índice desde que assumiu o governo. 

1.000 dias de tragédias

A dirigente afirma que não se aproveita absolutamente nada no balanço dos mil dias do governo Bolsonaro. “Foram mil dias trágicos para a grande maioria da população brasileira. Mil dias de retrocesso em todas as áreas, sem exceção: educação, economia, direitos humanos, meio ambiente, cultura. Nada funcionou. Na saúde, a política negacionista de Bolsonaro já enterrou mais de 600 mil pessoas vítimas da Covid. Temos 15 milhões de trabalhadores desempregados e outras 15 milhões de pessoas na extrema pobreza [dados do CadÚnico, de junho de 2021] lutando para sobreviver com menos de R$ 100 por mês. A fome mata e depressa. Por isso é tão urgente tirarmos este governo”, alerta. 

Rita Lima aponta que o caminho mais curto para pôr fim a este governo é o impeachment. “E essa pressão se constrói nas ruas, ato a ato. Por isso faço um convite especial aos bancários e às bancárias para virem pra rua neste sábado. A categoria bancária tem tradição de luta e precisamos dessa força para darmos um basta ao governo Bolsonaro-Mourão”.