Após prorrogar o prazo para a continuidade do home office na Caixa até 31 de dezembro, o banco voltou atrás e decidiu arbitrariamente pelo retorno dos empregados aos seus postos de trabalho a partir da próxima quarta-feira, 03. A comunicação foi feita via circular emitida no último dia 21, que atualiza os protocolos do banco durante a pandemia.
A convocação inclui todos os bancários do grupo de risco com a imunização completa, ou seja, que tomaram vacina de dose única ou duas doses há no mínimo 15 dias. A exceção se aplica apenas a gestantes e funcionários que não se vacinaram ou cujo ciclo de vacinação esteja incompleto.
Para o Sindicato, a decisão da Caixa descumpre o compromisso assumido pelo banco de prorrogar o home office até dezembro, observando o risco das variantes em circulação e a continuidade do estado de emergência sanitária.
“É absurdo a Caixa mandar as pessoas voltarem intempestivamente, desconsiderando as suas comorbidades. Não atingimos ainda 70% de pessoas completamente vacinadas no Brasil e ainda enfrentamos uma situação de risco, com mais de 606 mil mortos. O banco está expondo esses empregados”, critica a diretora Rita Lima, coordenadora geral do Sindicato.
Orientação
O retorno dos empregados com comorbidades ao trabalho presencial foi pauta de reunião entre a CEE e a Caixa nesta quarta-feira, 27. A Comissão dos Empregados reiterou a reivindicação de permanência desses trabalhadores em home office, mas o pedido foi negado.
Enquanto a decisão da Caixa se mantém, a orientação é que bancários e bancárias que não se sentirem seguros para o trabalho presencial, seja por integrarem o grupo de risco ou por coabitarem com pessoas do grupo de risco, devem solicitar a permanência no teletrabalho via laudo médico, conforme protocolo estabelecido pelo banco. “O funcionário também pode marcar um agendamento no Sindicato para tirar dúvidas, analisar o seu caso pontualmente e ver as providências possíveis”, afirma Rita Lima.

