No início deste mês, o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde já havia anunciado que o Itaú aceitou rever sua posição de impor a volta irrestrita ao trabalho presencial, concordando em manter os bancários e as bancárias que fazem parte do grupo de risco em home office. Entretanto, a comunicação dessa decisão estaria com “ruídos”, deixando alguns gestores com dúvidas.

Após uma nova reunião na última sexta-feira, 17, o GT de Saúde cobrou do banco a formalização da decisão para que as dúvidas fossem sanadas e os bancários e as bancárias que se enquadram no grupo de risco pudessem seguir no trabalho remoto.

Diante da demanda do GT, o banco reafirmou seu posicionamento. Diz um trecho do comunicado: “Até que haja mais informações sobre a variante Ômicron, os colaboradores com as patologias de maior vulnerabilidade para a Covid-19 (que são doenças que levam à imunossupressão) que estão trabalhando presencialmente podem optar por retornar ao modelo remoto. Se você faz parte do grupo de risco imunocomprometido e opta por retornar ao modelo remoto, entre em contato com o time de saúde ocupacional pelo e-mail programas_bemestar@itau-unibanco.com.br para que o caso seja avaliado”.

Pingos nos is

Para o diretor do Sindicato dos Bancários/ES e membro da COE, Alcendino Anderson (Sãozinho), foi importante o Itaú soltar o comunicado porque alguns gestores estavam confusos em aplicar a norma. “Foi oportuno o banco formalizar a decisão, pôr os pingos nos is, para não haver mais controvérsias. O importante é garantir que as pessoas do grupo de risco tenham a saúde preservada. Como o próprio comunicado destaca, há uma nova variante circulando que pode representar ameaça a esse grupo mais vulnerável”.

O dirigente acrescentou que além do alerta para a variante Ômicron, há um surto de influenza (H3N2) que atinge ao menos 11 estados. “O vírus da gripe nos preocupa porque também pode levar a óbito. Aqui no Espírito Santo já temos cerca de 80 casos e duas mortes confirmadas pela gripe. Por isso, o mais sensato foi manter os bancários e as bancárias do grupo de risco em teletrabalho. São pessoas com saúde vulnerável tanto ao Ômicron quanto ao H3N2”, sublinha Sãozinho.

(Com informações da Contraf)