Plenária debate pauta preparando votação desta terça

13/06/2022 21:53

Espírito Santo terá assembleias nas cidades de Vitória, Colatina, Linhares e Cachoeiro de Itapemirim, a partir das 18h

O clima da Campanha Nacional dos Bancários começa a esquentar. Nesta segunda, 13, houve plenária virtual para repassar os informes da Conferência Nacional dos Bancários e debater os pontos da minuta nacional de reivindicações, que será submetida à votação na próxima terça-feira, 14, em assembleias em todo o país.

O diretor do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que integra o Comando Nacional da categoria, reforçou a estratégia geral construída nacionalmente e apresentou os principais pontos da minuta.

“Precisamos enfrentar essa conjuntura de barbárie imposta pela extrema-direita. Impedir que o governo Bolsonaro se prolongue é preservar a vida. Para defendermos os bancos públicos e termos condições lutar pro emprego e direitos, temos que eleger Lula e disputar o governo a partir de um programa que aponte para o Brasil que queremos”, afirmou Carlão.

Mas a disputa no âmbito eleitoral não substitui a pauta específica da categoria, alerta o dirigente. “Não podemos abrir mão da nossa Campanha Nacional, sobretudo diante da piora das condições de vida. Precisamos virar esse jogo, mas para isso temos que entrar em campo com garra, conciliando nossa Campanha com a disputa eleitoral”, diz.

Reivindicações

A minuta 2022 dos bancários e das bancárias inclui reposição da inflação mais 5% de aumento real; reajuste no tíquete-alimentação e no tíquete-refeição; defesa do emprego e dos bancos públicos e melhores condições de trabalho.

A novidade em relação à pauta econômica é a inclusão de gatilhos, mecanismos que permitem recompor os salários em caso de inflação ao longo do ano. “Estamos num momento instável da economia, com um cenário de carestia e a influência de uma guerra internacional, e temos que nos preparar caso esse quadro perdure”, explica Carlão.

Outra atualização é o pedido de redução da jornada de trabalho de cinco para quatro dias semanais, sem corte salarial. “É uma pauta que dialoga com as nossas condições de trabalho e está alinhada com as reivindicações dos trabalhadores desde os países mais avançados. Os bancos querem nos impor jornadas maiores; nós afirmamos que queremos reduzir a exploração sobre o nosso trabalho”.

Mobilização

A minuta será entregue à Fenaban na próxima quarta-feira, 15, quando começa oficialmente o calendário de mobilização da Campanha Nacional. “Teremos um calendário de lutas com ações sindicais e mobilização de redes. Os banqueiros devem endurecer nas negociações e isso nos exigirá um processo de lutas de baixo para cima, ou seja, desde as bases. A pesquisa feita com os bancários indicou que mais de 40% da categoria já está disposta a ir à greve, e é essa disposição que precisamos semear em todas as agências”, afirmou a coordenadora geral do Sindicato, Rita Lima.

Assembleias

No Espírito Santo, as assembleias de votação da minuta nacional acontecerão presencialmente na próxima terça-feira, 14, em Vitória, no Centro Sindical dos Bancários/ES (Rua Ithobal Rodrigues dos Campos, 125, Ilha de Santa Maria), e nas subsedes de Cachoeiro, Colatina e Linhares, a partir das 18 horas.

O texto da minuta a ser discutido e votado foi aprovado pelos delegados e delegadas que se reuniram neste final de semana, 10 a 12 de junho, na 24ª Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo.

Encontros específicos

Na plenária, os dirigentes sindicais também compartilharam os principais encaminhamentos dos encontros específicos de bancos públicos e privados, que precederam a Conferência Nacional dos Bancários.

No Banco do Brasil, a centralidade foi combater as péssimas condições de trabalho, o assédio moral e o consequente adoecimento da categoria, além de defender o BB público. Para os bancários da CEF, a defesa da Caixa pública continua na ordem do dia. Os bancários também criticaram a gestão pelo terror, apontando o fim da GDP como reivindicação unânime.

Entre os bancários do Itaú, Santander e Bradesco, os trabalhadores destacaram o combate ao alto índice de adoecimento e de demissões, além de pautas específicas, como o fim da abertura de agências aos sábados, no Santander, e a continuidade do direito ao plano de saúde após a aposentadoria no Bradesco.

Os banestianos resgataram a construção da minuta específica iniciada durante o Congresso Estadual da categoria e lembraram que a pauta será fechada em assembleia no próximo dia 21, exclusiva para os empregados do sistema financeiro estadual.