Os funcionários do Banco do Brasil não abrem mão de portas giratórias e de vigilantes nas agências, independente do modelo de negócios. A reivindicação contra o enfraquecimento do sistema de segurança, especialmente nas chamadas “agências conceito” ou “lojas” do BB foi destaque da mesa de negociação sobre Segurança Bancária, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco.
O principal argumento da direção do BB para não garantir a segurança adequada nas unidades de negócios e lojas é a ausência de transações em dinheiro nesses locais. O movimento sindical rebateu essa ideia e reafirmou que a porta giratória e vigilantes são essenciais para garantir a proteção da vida de bancários e clientes.
“Todas essas unidades têm autoatendimento com caixa eletrônico, logo, tem dinheiro circulando. É preciso considerar ainda que a porta giratória contribui para barrar pessoas armadas e o vigilante é fundamental para inibir possíveis reações violentas de clientes contra os bancários. O papel do movimento sindical é zelar pela vida e pelo bem-estar dos trabalhadores. Sabemos que o medo e o estresse estão entre as principais causas do adoecimento psíquico dos bancários. Por isso não abrimos mão dessas medidas de segurança em todas as unidades do BB”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone, que participou da rodada de negociação.
Os representantes dos funcionários do BB destacaram na mesa de negociação que a redução dos mecanismos de segurança nas agências atinge o debate sobre a saúde e condições de trabalho, especificamente a saúde mental dos funcionários do BB, pelo aumento da insegurança no ambiente de trabalho.
Negociações não avançam
Os representantes do banco insistiram que a “atualização” do esquema de segurança nas lojas BB responde às “novas tecnologias”, seguindo o encaminhamento da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que, na última reunião, se negou a atender às reivindicações dos bancários de recompor os sistemas de segurança e vigilância.
“As negociações não avançam. Apresentamos a pauta, mas eles ainda estão analisando. Por isso, os bancários devem estar atentos e não medir esforços para se engajarem nas ações de mobilizações que o Sindicato convocar. Nossas conquistas dependem da nossa unidade”, convoca Goretti.
Sobre os demais temas colocados na mesa, o banco disse que irá analisar as exigências dos trabalhadores e trazer seu posicionamento nos próximos encontros.
Calendário de negociação
Terça-feira – 2 de agosto – Cláusulas sociais
Quinta-feira – 4 de agosto – Teletrabalho
Terça-feira – 9 de agosto – Saúde e Condições de Trabalho
Sexta-feira – 12 de agosto – Cláusulas Econômicas
Quarta-feira – 17 de agosto – Representação
Com informações da Contraf

