
A Campanha Nacional dos Bancários e das Bancárias está a todo vapor, com negociações que seguem até o dia 26 de agosto. Dentre os temas já discutidos estão igualdade de oportunidade, combate ao assédio moral e sexual, emprego, terceirização, cláusulas sociais e teletrabalho. Reajuste salarial com ganho real de 5%, manutenção dos direitos conquistados, redução da jornada de trabalho e a previsão de gatilhos salariais estão entre as principais reivindicações da categoria.
A ameaça de demissão ronda os trabalhadores bancários. Por isso, a defesa do emprego é uma das reivinO chamado “gatilho salarial”, muito utilizado na década de 1980 e 1990, período de altas taxas de inflação, é um mecanismo de reajuste que estabelece a correção automática dos salários sempre que a inflação atinja um determinado patamar. Foi utilizado como política governamental do ex-presidente José Sarney, em 1986, que, no Plano Cruzado, definiu como patamar para acionar o gatilho uma inflação de 20% ao ano. Num cenário de volta da carestia, a reivindicação dos bancários é de que o gatilho seja ativado sempre que a inflação mensal acumulada a partir de 1º de setembro alcançar 3%, conforme o INPC. O reajuste deverá incidir sobre salários, gratificações, auxílios, adicionais e vantagens. dicações centrais da Campanha deste ano. Apesar do lucro exorbitante alcançado ano a ano, mesmo em meio às crises econômicas e sanitárias, os bancos mantêm a perversa política de redução de postos de trabalho. Conforme levantamento do Dieese, desde 2013 foram eliminadas 77 mil vagas de emprego na categoria. Por outro lado, foram criados mais de 169 mil postos de trabalho em financeiras, terceirizadas e afins.
Após a reforma trabalhista, os bancários também enfrentam as contratações precarizadas com o avanço da terceirização na categoria. “Cobramos na mesa de negociação o fim das demissões e das terceirizações que se ampliam na categoria bancária. Precisamos assegurar que a contratação de empregados com todos os direitos já garantidos, abolindo de uma vez por toda as contratações precarizadas”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que também integra o Comando Nacional.
Nas primeiras rodadas, o Comando Nacional também destacou o eixo político prioritário de luta em defesa da democracia aprovado pelos bancários. Conter o avanço do fascismo, atuar em prol de um projeto democrático e de desenvolvimento para o Brasil também devem ser compromissos dos bancos.
O que é o gatilho salarial?
O chamado “gatilho salarial”, muito utilizado na década de 1980 e 1990, período de altas taxas de inflação, é um mecanismo de reajuste que estabelece a correção automática dos salários sempre que a inflação atinja um determinado patamar. Foi utilizado como política governamental do ex-presidente José Sarney, em 1986, que, no Plano Cruzado, definiu como patamar para acionar o gatilho uma inflação de 20% ao ano. Num cenário de volta da carestia, a reivindicação dos bancários é de que o gatilho seja ativado sempre que a inflação mensal acumulada a partir de 1º de setembro alcançar 3%, conforme o INPC. O reajuste deverá incidir sobre salários, gratificações, auxílios, adicionais e vantagens.
As principais reivindicações da categoria são:
- Reposição salarial e nas demais 31 de agosto de 2021 e 1º de setembro de 2022 (INPC) mais 5% de aumento real;
- Aumento maior para o tíquete–refeição e tíquete-alimentação;
- Garantia dos empregos;
- Manutenção da regra da PLR, atualizada pelo índice de reajuste
- Redução da jornada contratual para 4 dias de trabalho, entre segunda e sexta-feira, sem redução salarial;
- Fim das metas abusivas;
- Combate ao assédio moral e sexual;
- Proteção aos trabalhadores adoecidos;
- Acompanhamento e tratamento de bancários com sequelas da covid-19

