Após uma nova assembleia de votação na noite desta sexta-feira, 02, os bancários e as bancárias capixabas aprovaram as propostas de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do acordo específico do Banco do Brasil (BB). A aprovação da CCT foi com 95% dos 1.670 votos válidos e do acordo do BB com 95,5% dos 314 votos de funcionários do banco. O Espírito Santo era o único Estado em que os bancários haviam rejeitado os acordos e que não assinou ainda a CCT e o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do BB.
“Politicamente foi importante o posicionamento dos bancários capixabas. Mostramos nossa insatisfação diante de uma proposta de acordo que, apesar de garantir os direitos conquistados, traz perdas econômicas para a categoria. Mas também foi fundamental rever nossa rejeição, pois ficamos isolados do restante da categoria no país e seríamos prejudicados se optássemos por uma greve sozinhos. Os bancários entenderam isso e as consequências desse possível acirramento com os bancos e decidiram pela aprovação das propostas. Foi uma decisão acertada”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão) que representou os bancários capixabas no Comando Nacional.
Debate
Antes da assembleia, os bancários se reuniram em plenária virtual e discutiram a situação da categoria no Estado após a aceitação dos acordos no restante do país. Os bancários manifestaram apoio à orientação da diretoria do Sindicato pela aprovação da proposta e engrossaram as críticas à corrente majoritária do Comando Nacional, que orientou a aceitação dos acordos sem sequer testar a capacidade de mobilização dos bancários, com proposta de paralisação ou até mesmo greve.
“Os bancários e as bancárias capixabas têm uma história de luta e sempre foram protagonistas nas conquistas da categoria. Parabéns a todos que se envolveram nesta campanha, que participaram das plenárias e assembleias. Votamos com consciência e fizemos a nossa parte. Demonstramos que, de fato, os trabalhadores não estão dispostos a adoecer e a amargar perdas. Neste momento, recuamos do nosso posicionamento para não perder os direitos conquistados em anos de luta”, frisa a coordenadora geral do Sindibancários/ES, Rita Lima.
BB
A proposta do Banco do Brasil aprovada pelos bancários inclui o cumprimento da Fenaban e assegura a continuidade da GDP em três ciclos avaliatórios, uma das principais reivindicações dos funcionários.
“Foi uma campanha difícil. O BB manteve uma postura intransigente desde o início das negociações e foi o último a apresentar a proposta final. A garantia dos três ciclos avaliatórios do GDP é uma importante conquista diante da insistência do banco em reduzir as etapas. A rejeição da proposta na primeira assembleia reflete a indignação dos funcionários. Mas, foi preciso recuar, refletir sobre as consequências que viriam e nos reposicionarmos para garantir direitos. Foi o nosso limite”, aponta a diretora do Sindibancários/ES Goretti Barone.
CCT
O acordo proposto pela Fenaban e aprovado pela categoria prevê para este ano, reajuste de 8% nos salários; 10% no vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), com adicional de R$ 1.000 em vale-alimentação a ser creditado até outubro de 2022, e reajuste de 13% para a parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Para 2023, o acordo prevê aumento real de 0,5% (INPC + 0,5%) para salários, PLR, VA/VR e demais cláusulas econômicas.

