Na primeira reunião do ano entre a direção do Bradesco e a Comissão de Organização dos Empregados (COE), realizada na sexta-feira, 31, os bancários cobraram o fim do fechamento de agências e das demissões. Também foi reivindicado o auxílio academia e o reajuste do reembolso por quilometro rodado em serviço pelos empregados. “Foi uma reunião para ouvir não do Bradesco”, resumiu o diretor do Sindicato e membro da COE-Bradesco, Fabrício Passos Coelho.

Segundo o dirigente, “o Bradesco fala que reaproveita ao máximo o trabalho dos funcionários, realocando-os, mas não nega sua estratégia de sempre fechar agências e reduzir o quadro”. Fabrício alerta que essa é a lógica da “maximização do lucro e desumanização do trabalho”.  A desumanização, afirma Fabrício, não está só na transferência dos clientes para os canais digitais, mas também na precarização do trabalho nos correspondentes bancários. “Os clientes são direcionados para correspondentes, especialmente para o Bradesco Expresso, onde pessoas, que deveriam ser bancárias, são contratadas de maneira precarizada por outras empresas”. Ele lembra que nos correspondentes “não há segurança nem conforto para trabalhadores e clientes”.

Metas

Na reunião, o Bradesco também apresentou sua estratégia de construção de metas, informando que o conceito se baseia no orçamento anual, com revisão mensal, distribuída por região, de acordo com a produtividade de cada região. A instituição afirmou que a meta é 100% mensal. “ O banco não discutiu, só apresentou sua estratégia”, disse Fabrício.

Na avaliação do dirigente sindical, o desfio dos bancários “é reagir a essa situação”, pensar numa campanha nacional contra demissões, denunciar a precarização do trabalho no setor bancário, a concentração de tarefas para os que ficam no banco e lutar pelo fim das metas que adoecem os trabalhadores.