Nessa terça-feira, 27, aconteceu mais uma rodada da reunião do Grupo de Trabalho (GT) formado por representantes da Caixa Econômica Federal e dos empregados. Os trabalhadores cobraram novamente do banco uma resposta sobre a extinção em definitivo das funções por minuto e retorno das funções efetivas, que afeta os caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor. A dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da CEE-Caixa Lizandre Borges aponta que está havendo muita morosidade por parte da instituição para pôr um ponto final nessa questão. “Em reuniões anteriores do GT esse tema já havia sido colocado como prioritário para os empregados. A Caixa saiu da mesa prometendo estudar uma solução para o fim da designação das funções por minuto, mas vem procrastinando para nos dar uma resposta definitiva”, afirma a dirigente.
Lizandre reconhece que a Caixa tem respondido a outras demandas importantes, mas a extinção da função por minuto segue pendente. “Essa é uma questão urgente porque a manutenção da função por minuto aumenta a pressão e o estresse no ambiente de trabalho. O resultado é o crescente adoecimento dos trabalhadores. Além da saúde, esse desvio tem consequências no bolso do trabalhador, por causa dos reflexos sobre PLR, férias e outras verbas”, adverte.
Ela destaca que outro ponto de pauta que continua sem resposta é a revisão do Programa Qualidade de Vendas (PQV). “O PQV segue sendo usado como uma ferramenta de punição dos empregados, e não como um suporte educativo”. Na reunião de maio do GT, recorda Lizandre, a Caixa prometeu apresentar um novo PQV ao Banco Central até o dia 01 de julho. Essa nova versão, garantiu a Caixa, excluirá as penalidades aos empregados. “O prazo está se esgotando. Vamos aguardar para conferir se as mudanças prometidas serão atendidas”, assinala a dirigente.
Com o intuito de minimizar as ações judiciais, a representação dos empregados também solicitou a inclusão da “pausa de 10 minutos” como objeto das Comissões de Conciliação Voluntárias (CCVs).
Tesoureiros
Na reunião anterior do GT, foi cobrado da Caixa uma solução para a redução da jornada dos tesoureiros, de oito para seis horas, com redução proporcional do salário e orientação para que não sejam autorizadas horas-extras para esses profissionais. Essa demanda também segue pendente.
O movimento sindical observou que existe decisão judicial para que a Caixa reduza a jornada da função. Mas a redução dos salários foi uma decisão unilateral do banco, uma vez que as ações judiciais não mencionam a redução salarial.
SISAG
Outro ponto tratado na reunião foi a necessidade urgente de troca de equipamentos, bem como a estabilidade dos sistemas. Na última reunião, a Caixa afirmou que havia promovido melhorias no SISAG (Sistema de Automação de Produtos e Serviços Bancários de Agência), mas, na prática, a queixa é que o sistema passou a ficar mais instável, afetando inclusive outras aplicações. A lentidão dificulta o trabalho dos empregados e causa demora no atendimento à população.
O banco destacou que solucionou as demandas sobre a melhoria dos mobiliários, contemplando a substituição com participação avaliativa dos usuários. A Caixa reforçou também que já existe um cronograma para a adaptação de agências para pessoas com deficiência (PCDs). Também está sendo realizada a revisão da formação de avaliadores de penhor.
Ao final da reunião, a representação dos trabalhadores ratificou a cobrança das demandas pendentes. Os interlocutores da Caixa prometeram levar essas demandas para análise dos setores específicos. A representação sindical reforçou outro pedido feito na reunião passada, para que a Caixa aprimore a ata das reuniões, de modo a facilitar o atendimento das reivindicações e o acompanhamento do que está sendo realizado.

