Hoje, 28 de junho, foi de Dia Nacional de Luta por Emprego e por Direitos da categoria bancária. Diretores e diretoras do Sindicato dos Bancários/ES visitaram as agências de Campo Grande, em Cariacica, e de Guarapari para dialogar com bancários e clientes sobre a forma de gestão perversa dos bancos que penaliza os trabalhadores e explora a população. Para lucrar mais, os bancos fecham agências e demitem funcionários.
O resultado é o caos nas agências ainda em funcionamento, com trabalhadores sobrecarregados, obrigados a garantir o atendimento à população e ainda bater as metas na venda de produtos impostas pelo banco. Em 2022, os cinco maiores bancos do Brasil (Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Santander) lucraram, juntos, R$ 106,7 bilhões. Somente o Bradesco, que obteve lucro superior a R$ 20 bilhões, cortou 1.276 postos de trabalho, fechou 93 agências e 174 unidades de negócios.
“Visitamos as agências para dialogar com os trabalhadores, clientes e usuários e recebemos apoio à nossa luta por mais emprego, condições dignas de trabalho, pelo fim do assédio e das metas e por respeito aos bancários e aos clientes. Os bancários e a população em geral sentem no dia a dia as consequências da precarização do trabalho, das demissões e a queda na qualidade do atendimento à população. Nossa luta continua e vamos discutir todas essas questões na Conferência dos Bancários neste final de semana”, enfatiza o diretor do Sindicato dos Bancários/ES Fabrício Coelho.
Trabalhadores adoecidos
Os dados sobre a saúde dos bancários escancaram essa realidade perversa nos bancos. De 2012 a 2021, foram 156.670 bancários afastados por doença. Desse total, cerca de 54% tinham doenças características do trabalho bancário, como transtornos mentais e LER/Dort. Desde 2013, as doenças psíquicas são a principal causa de afastamentos entre os bancários. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho.
Brasil: paraíso para os bancos
Além do longo tempo nas filas, a população ainda é penalizada pela política econômica do Banco Central que insiste em manter elevada a taxa básica de juros (a taxa Selic): 13,75%. Enquanto os bancos são beneficiados por esse índice nas alturas, a economia brasileira segue à beira da estagnação, com o alto índice de endividamento das famílias, queda no consumo e na produção das pequenas e médias empresas. As altas taxas inviabilizam o acesso ao crédito ao mesmo tempo em que aumenta de maneira absurda as dívidas de cartão de crédito, empréstimos e outros serviços bancários.

