Nessa segunda-feira, 31, houve mais uma rodada de reunião do Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa. Os representantes das entidades sindicais e associativas dos empregados destacaram que as discussões sobre o plano de saúde não podem ficar restritas ao custeio. Questões como a qualidade do atendimento oferecido a usuários e credenciados precisam ser debatidas. A representação dos trabalhadores também cobrou mais informações e transparência sobre os gastos que compõem a estrutura do plano, como, por exemplo, os custos com a administração.
Para o dirigente Ronan Teixeira, que está à frente da Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários/ES, primeiramente, é preciso rever o conceito de Grupo de Trabalho. “Quando se cria um GT, a expectativa é que os representantes dos trabalhadores tenham o acesso franqueado a todas as informações, nesse caso, relacionadas ao plano de saúde. Para que um GT funcione de fato, a palavra-chave é transparência”, afirma o diretor do Sindibancários.
Ele acrescenta que o GT Saúde Caixa ainda deixa a desejar no quesito transparência. “Há um consenso na representação dos empregados de que houve uma sensível melhora com relação às informações repassadas pela Caixa sobre o plano no comparativo com a gestão anterior, mas ainda é insuficiente. Fica difícil discutir os gargalos do custeio se não temos os detalhes que compõem esse custo”, pondera.
Descentralização
Na reunião, o diretor de Saúde e Previdência da Fenae e membro do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros, destacou a importância de o GT debater a descentralização. “Precisamos discutir a estrutura do plano, com enfoque na melhoria da qualidade do atendimento”. Quadros disse ainda que é preciso discutir a recriação dos comitês de credenciamento e as estruturas regionais de atendimento, que permitam observar as realidades de cada localidade e a ampliação da rede onde haja necessidade. “Isso ajudaria a melhorar o atendimento dos usuários e dos credenciados. Seria muito melhor do que a estrutura centralizada”, sugeriu.
A representação dos trabalhadores também cobrou informações sobre a distribuição dos usuários de forma segmentada, por idade e faixa de renda.
Pesquisa
A representação dos empregados questionou sobre a pesquisa anual de qualidade no atendimento. A Caixa respondeu que a apresentação dos resultados está prevista para a segunda quinzena de agosto.
Cobrança dos atrasados
O pedido de suspensão das cobranças retroativas que a Caixa está realizando nas contas dos empregados, referentes às coparticipações de consultas e exames de 2018 a 2022, por erro de sistema da Caixa, havia sido uma demanda dos empregados apresentada na reunião do GT ocorrida no final de junho. Na ocasião, lembra Ronan, a representação dos trabalhadores pediu à Caixa a suspensão imediata da cobrança até que se tenha total transparência sobre os valores que estão sendo descontados dos empregados.O banco ficou analisar a demanda e dar uma devolutiva. Na reunião desse segunda-feira os interlocutores disseram que a questão ainda está sendo analisada.
Uso do PCMSO
A representação das empregadas e empregados também cobrou informações sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e seu uso pelos empregados que estão em licença para acidente de trabalho.
Ronan explica que essa é uma questão crônica que continua sem solução. O dirigente diz que, na prática, o empregado afastado, que sofreu acidente de trabalho ou que tenha uma doença relacionada à atividade que exerce, geralmente acaba arcando com as despesas do Saúde Caixa e pagando 30% da coparticipação, gerando também custos para o plano. “No caso de acidente de trabalho, Código 91 do INSS, as despesas devem ser assumidas pelo PCMSO, e não pelo plano e tampouco pelo trabalhador”, reforça Ronan.
A próxima reunião do GT do Saúde Caixa está agendada para o dia 15 de agosto.

