Itaú e Bradesco alcançaram resultados positivos no primeiro semestre deste ano, fecharam agências e demitiram bancários. A equação não é benéfica para o Brasil.
Itaú
O Itaú Unibanco obteve lucro líquido de R$ 17,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano. O resultado representa alta de 14,2% em relação ao mesmo período de 2022 e de 3,6% no 2º trimestre de 2023 em relação ao anterior.
Em contrapartida, as demissões não deixaram de ocorrer. Ao final de junho de 2023, a holding contava com 88.078 empregados no país. Mas no 2º trimestre, houve redução de 1.419 empregados. Apenas nos nove primeiros dias de agosto, o Sindicato já recebeu notícias de onze demissões no Espírito Santo.
“Esse lucro exorbitante é decorrente da exploração dos empregados por meio da diminuição do número de trabalhadores e pela exploração da sociedade, altas taxas de juros e tarifas. O banco não está preocupado com o problema socioeconômico que o país vive. O resultado é decorrente também do aumento do número de casos de assédio moral entre os bancários para cumprimento de metas”, afirma o diretor do Sindicato Idelmar Casagrande.
Bradesco
No Bradesco, o lucro líquido foi de R$ 8,8 bilhões no 1º semestre de 2023. Na comparação trimestral, houve crescimento de 5,6%, já que o lucro líquido no 2º trimestre foi de R$ 4,52 bilhões, frente a R$ 4,28 bilhões do trimestre anterior.
Mesmo com números expressivos, a holding Bradesco encerrou o 1º semestre com 85.284 empregados, com fechamento de 2.845 postos de trabalho em doze meses, 928 no trimestre. Em relação à estrutura física, em doze meses foram fechadas 139 agências, 316 PABs e 245 unidades de negócios. Somente no segundo trimestre, foram fechadas 68 agências; 110 PAB’s e 68 unidades de negócios.
“Sempre lucrando muito, o Bradesco insiste em um novo modelo de serviço desumanizado e precário à população. Redução drástica de funcionários e de unidades de atendimento à população, transferência de serviços e postos de trabalho e atendimento para terceirizados, com estrutura de trabalho, atendimento e remuneração precárias e sem vínculo com o banco. Os resultados ruins, como sempre, ficam para o povo”, afirma Fabrício Coelho, diretor do Sindicato.

