
Nesta terça-feira (17) foi Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. No Espírito Santo, dirigentes do Sindibancários/ES se reuniram com os empregados na agência da Caixa na Praia do Canto para uma roda de conversa sobre a atual situação do plano de saúde dos bancários. A Caixa endureceu a negociação sobre a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Saúde Caixa, cuja vigência termina em dezembro. A principal reivindicação dos bancários é o fim do teto de 6,5% que impõe limite à contribuição do banco.
Além de travar as negociações, a Caixa não apresenta nenhuma proposta para o novo acordo sobre o Saúde Caixa e tentar empurrar para os empregados a ideia de cobrança por faixa etária.

“A ação de hoje foi para mobilizar e conversar com os funcionários sobre o aditivo do plano de saúde. Temos até o final de novembro para fechar um acordo e fazer com que a Caixa não nos imponha alguns custos que ela tenta colocar. Precisamos, principalmente, derrubar o teto de 6,5% de contribuição da Caixa, que praticamente impõe o custeio do plano quase que na totalidade para os empregados e empregadas da Caixa”, aponta o diretor do Sindibancários/ES Igor Bongiovani.
Plenária com bancários
Na noite dessa segunda-feira (16), o Sindibancários/ES realizou uma plenária com os bancários e as bancárias capixabas para apresentar e discutir as questões relacionadas ao Saúde Caixa. A plenária foi on-line e teve a participação de Léo Quadros, que integra o Grupo de Trabalho que discute o Saúde Caixa e é diretor da Fenae.
“Desde 2016, os planos de saúde de autogestão estão sendo massacrados, com ataques dos governos e de parlamentares. Com isso, houve uma fragilização desses planos, com mudanças estatutárias bem orquestradas. Apesar de uma leve redução de tentativas de acabar com os planos de autogestão, ainda há propostas que colocam esses planos em risco. A cobrança individualizada destrói uma das maiores premissas que temos é a solidariedade. Se for adotada, será uma derrota para nós. Precisamos, portanto, nos mobilizarmos desde já para defender a continuidade do Saúde Caixa para todos e com atendimento de qualidade”, frisou o diretor do Sindibancários/ES, Ronan Teixeira, que coordenou a plenária.”
Durante o encontro, Quadros falou sobre como as Resoluções 22 e 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União) impactaram a forma de custeio do plano. As normas limitaram ao percentual de 6,5% sobre a folha de pagamento a contribuição da Caixa para os custeio do Saúde Caixa, impediram que o banco custeei o plano de saúde dos empregados já aposentados e aumenta a contribuição dos bancários, uma vez que limita 50% dos custos a participação da Caixa.
“Na prática, essas duas normas atacam nosso direito de continuar com o plano de saúde na aposentadoria. Hoje, estamos em um impasse com a Caixa, que se mantém intransigente defendendo o teto de 6,5% sob a folha de pagamento para contribuição ao custeio do Saúde Caixa. Em 2022, vimos que as projeções foram superadas e que a participação da Caixa não chegou a 70% dos custos totais. O cenário é que essa distância entre a participação da Caixa e o limite de 70% só vai aumentar, empurrando a maior parte dos custos para os usuários do plano. Por isso, precisamos fortalecer as ações do Sindicato para fazer a luta contra esse teto. Se a Caixa não ampliar sua participação no custeio, o plano de saúde vai ficar inviável para boa parte dos empregados”, enfatizou Léo Quadros.
A luta continua
No próximo dia 30 de outubro, bancários e bancárias da Caixa são convocados para outro Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa. Fique atento aos anúncios sobre plenária e outras ações que serão realizadas.

