Após mais uma rodada de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a Caixa, o Saúde Caixa (plano de saúde dos empregados) continua em risco. A proposta apresentada pelo banco não atende a expectativa dos empregados, que querem uma garantia da sustentabilidade do plano de saúde.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (16), em São Paulo, as negociações não avançaram, “a proposta apresentada foi novamente rejeitada na mesa e nova rodada será dia 22/11 em Brasília”, conta a diretora jurídica do Sindibancários/ES e representante capixaba na CEE, Lizandre Borges.
Enquanto os trabalhadores querem que o Plano de Saúde funcione sem aumentar muito de preço, e buscam apontar saídas para isso, a Caixa apresentou uma proposta que pode inviabilizar o plano, na medida em que o custo do plano recai totalmente sobre os empregados.
“Na proposta apresentada pela Caixa o plano pode ser, em vários casos, majorado em 100% da mensalidade atual. Se a proposta for aplicada haverá, sem dúvida, um esvaziamento das adesões ao plano o que o tornará inviável”, informa Lizandre.
A expectativa dos empregados era de que a Caixa assumisse todas as despesas administrativas do plano, mas o banco se recusou, alegando restrições estatutárias. Na reunião do dia 9 de novembro, a Caixa concordou em incorporar todas as despesas de pessoal, retroagindo a 2021. “Juntando com a reserva que o plano já tinha, a reintegração retroativa dessa despesa de pessoal absorve o atual déficit de R$ 422 milhões e ainda assegura uma reserva de cerca de R$ 40 milhões”, salientou a dirigente, na ocasião.
Propostas
Na reunião anterior, em 9 de novembro, o banco apresentou como proposta para solucionar o déficit de 2024, aumentar de 3,5% para 4% a contribuição do titular, com teto de 10%, penalizando duplamente o empregado. Por isso a proposta foi rechaçada pela representação dos empregados.
No encontro de quinta (16), a Caixa trouxe como proposta a manutenção de 3,5% da contribuição do titular, com valor fixo de R$ 450 por dependente, mas mantendo o teto de 10% da remuneração. Caso essa proposta seja implementada, os dependentes passariam a arcar com 48% das despesas e os titulares com 52%.
Mobilização
É fundamental que os trabalhadores fiquem atentos e mobilizados até que seja renovado o ACT sobre o Saúde Caixa, cuja vigência vai até o final de dezembro deste ano.

