Nessa terça-feira (26), dirigentes do Sindibancários/ES circularam pelas agências de Vila Velha para convidar os bancários sindicalizados ou não a participarem da pesquisa “Levantamento das condições de saúde mental do bancário e da bancária do ES e das Representações Sociais sobre saúde mental e sindicato“.

O diretor de Saúde do Sindibancários, Ronan Teixeira, destacou que a partir das respostas dos bancários será feito um documento a ser apresentado em mesas de negociação. “Essa pesquisa é uma ferramenta contra esse o modelo adoecedor de gestão dos bancos que coloca o lucro acima da vida das pessoas”, enfatizou.

Levantando a caixinha do ParaOcêQueTáMal, protótipo de remédio distribuído aos bancários,o diretor do Sindibancários Fabricio Coelho explicou “Este remédio não é uma alopatia, é uma ludicopatia. É uma brincadeira, mas tem tudo a ver com o que a gente está falando. A gente quer deixar um recado para os camaradas do Bradesco, de que a gente não deve deixar ninguém para trás. As metas, o adoecimento, os números, os lucros do Bradesco não podem estar à frente do nosso trabalho”, discursou.

Vários bancários entrevistados narraram ter situações nas próprias agências, de pessoas afastadas recentemente por problemas de saúde mental. Eles se identificaram com a esquete apresentada por artistas nas agências, e enalteceram o convite feito pela união da categoria durante a mobilização.

“Ficou bem claro para quem ainda não tinha ideia de que isso acontecia. Para todo mundo que vive isso no dia a dia, ficou muito esclarecido por parte do Sindicato que os bancários precisam se unir pra isso (o adoecimento da categoria) acabar em algum momento”, disse uma bancária do Bradesco.

Gerente na Caixa, o bancário André Ramos acredita que o banco poderia ter iniciativas constantes para cuidar da saúde de seus funcionários. Ele elogiou a mobilização. “Acho interessante que as pessoas tenham essa conscientização e até orientações sobre quem buscar. Eu acho que o banco poderia disponibilizar psicólogos para as pessoas até mesmo por videoconferência. Porque eu acho que tem bastante gente que sente as coisas e não conversa com ninguém”, sugeriu.

 

 

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