O Banestes anunciou nesta terça-feira (14) lucro líquido de R$ 68 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24). O resultado é 3,2% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado (1T23), quando o banco registrou R$ 71 milhões. Na apresentação do resultado, a direção do banco destacou como aspectos positivos as receitas com crédito, que avançaram 12,6% em 12 meses, e a queda do custo com risco de crédito, com -10,6% em 12 meses.

Dos R$ 68 milhões apurados no período, R$ 22 milhões serão distribuídos em dividendos para os acionistas. “É na distribuição dos lucros que vemos o quanto é importante o Espírito Santo ter um banco público e estadual”, ressalta a dirigente do Sindibancários/ES Vanessa Espíndula. Como detentor de 92% das ações, R$ 20 milhões vão para os cofres do governo do Estado. “Esse lucro volta em benefícios sociais para a população. Em investimentos em saúde, educação, cultura e outras áreas prioritárias do governo. Não por acaso, a defesa do Banestes público e estadual é uma das principais bandeiras de luta do Sindicato, dos banestianos e, sobretudo, dos capixabas, que são os principais beneficiários finais do resultado do banco”, enfatiza a dirigente. 

Preferência
O Banestes é líder no varejo (empréstimos e títulos descontados), depósitos totais e só é vice nas operações de poupança, que tem liderança histórica da Caixa em praticamente todos os estados brasileiros (confira dados abaixo). O banco chegou a 1,4 milhão de clientes, aumento de 4,2% ao ano. A base do segmento de pessoa jurídica também expandiu (4,4%). O número de contas correntes cresceu 6,2% (996.859 contas). As contas de poupança somaram 648.459, elevação de 1,5% nos últimos 12 meses. “São dados que confirmam a preferência do capixaba pelo banco público e estadual”, pontua Vanessa.

Na avaliação do diretor-presidente do Banestes, Amarildo Casagrande, o resultado do primeiro trimestre do ano foi satisfatório. “Estamos entregando mais um resultado positivo e compatível com o cenário econômico atual”, disse Amarildo. 

A dirigente do Sindibancários afirma que o Banestes tem conseguido resultados positivos nos últimos anos e não deve ser diferente em 2024, como a própria direção do banco aponta. De 2019 a 2023, o banco vem batendo seus próprios recordes de lucro. Em 2019 apurou R$ 112 milhões; depois R$ 232 milhões (2020); R$ 259 milhões (2021); R$ 330 milhões (2022) e R$ 371 milhões (2023). Entre 2019 e 2023, portanto, em quatro anos, o lucro saltou 231%. “É sempre importante alertar que esse crescimento tem limite. Todos nós queremos um Banestes cada vez mais forte, mas não podemos esquecer que são as funcionárias e os funcionários que fazem o resultado do banco. É preocupante quando o banco entra nessa espiral de perseguir lucros cada vez maiores. No final das contas, essa busca obsessiva por metas cada vez mais ousadas recai sobre os trabalhadores. A consequência das metas nós já conhecemos: é o adoecimento em massa das trabalhadoras e dos trabalhadores”, adverte. 

Conferência
Vanessa faz menção às propostas específicas discutidas com os colegas banestianos durante a Conferência Estadual das Bancárias e dos Bancários (dias 3, 4 e 5 de maio, em Guarapari) e reforça a necessidade de o banco reconhecer o empenho dos trabalhadores neste ano de campanha salarial. Vanessa diz que o momento é de lutar por novas conquistas na pauta salarial e avançar nas questões relacionadas à saúde e às condições de trabalho, destravando reivindicações que seguem represadas. “Um banco que triplicou seu lucro num espaço de quatro anos não pode alegar que não tem recursos para atender às reivindicações dos seus trabalhadores”, conclui. 

Confira outros dados do Banestes (1T24)