
Conecef em São Paulo – Foto Contraf
A última mesa de debates do 39º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) da quarta-feira (5) reforçou a exigência do movimento sindical e entidades associativas das empregadas e empregados para que todas as decisões sobre a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) sejam debatidas com a representação dos trabalhadores. Um ofício será enviado para a Caixa e para a Funcef cobrando a abertura de negociações para se chegar a uma nova proposta para o equacionamento dos déficits, sem a redução de direitos dos participantes.
“A direção da Funcef ao invés de trazer uma proposta centrada na reivindicação histórica que é a suspensão de qualquer equacionamento até que se apure do total da dívida que a Caixa tem com a Funcef, chega ao absurdo de achar que nossos direitos são responsáveis pelo déficit. Por que não se cobra da Caixa o contencioso? Por isso reivindicamos a imediata suspensão desse processo para que possamos discutir alternativas para a Funcef”, afirmou a coordenadora-geral do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima, durante o debate.
A cobrança de envolvimento das entidades representativas dos empregados nas discussões e decisões da Funcef foi também defendida pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, e pelo coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Rafael de Castro. “Nesta mesa específica tratamos sobre a Funcef, mas existem muitas pautas pendentes de discussão com o banco”, disse. “E nosso Acordo Coletivo de Trabalho estabelece que a Caixa manterá uma mesa de negociações permanentes para discutir tudo aquilo que impactar na relação do banco com os empregados”, afirmou Castro, ressaltando que diálogo pressupõe avançar e não apenas apresentar algo que já está definido.
Funcef presente
O secretário-geral da Funcef, Orency Francisco da Silva, representando Ricardo Pontes, presidente da Fundação, afirmou que a Funcef está comprometida em encontrar soluções para os desafios enfrentados. Ele apresentou os números de 2023, destacando um patrimônio investido de R$ 104 bilhões e uma rentabilidade consolidada de 12,46%, superando a média de 8,37% do mercado. “Os ganhos de R$ 11,7 bilhões representaram um aumento de 21% em relação ao ano anterior, gerando um superávit consolidado de R$ 701,1 milhões”, informou o secretário-geral da Funcef. “No caso específico do REG/Replan Não Saldado, o resultado foi suficiente para encerrar as contribuições extraordinárias dos 5,6 mil participantes”, disse.
Ao apresentar cenários para a redução do equacionamento do REG/Replan Saldado, Orency disse que este é um debate contínuo na diretoria da Fundação, incluindo proposições de alteração regulamentar.
O diretor de Benefícios da Funcef, Jair Pedro Ferreira, informou que o ano de 2023 foi positivo para todos os planos de benefícios da fundação. “Mas existem desafios a serem superados em 2024, como o equacionamento do Reg/Replan Saldado, acordos de leniência, a incorporação do REB ao Novo Plano, o contencioso e a revisão dos benefícios das mulheres que aderiram ao REG/Replan antes de 1979”, ressaltou.
Com informações da Contraf/CUT

