
Delegação capixaba
Os bancários vão reivindicar na Campanha Nacional 2024 reposição da inflação do último período mais aumento real de 5%, maior participação nos lucros e resultados (PLR) e a ampliação de direitos. O fim do assédio e dos instrumentos adoecedores na cobrança de metas também estão na minuta de reivindicações aprovada na 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro realizada no último final de semana (7 a 9) em São Paulo.
Outros eixos de luta são: representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro; defesa dos empregos, impactos dos avanços tecnológicos no trabalho bancário; redução da taxa de juros para induzir o crescimento econômico e geração de emprego e renda; uma reforma tributária para tributar os super ricos e ampliar a isenção do imposto de renda na PLR; fortalecimento das entidades sindicais e da negociação coletiva; ampliação da sindicalização; fortalecimento do debate sobre a importância das eleições de 2024 para a classe trabalhadora na defesa de seus direitos e da democracia, com eleição de candidatos e candidatas que tenham compromisso com essa pauta.
A delegação do Espírito Santo e a Intersindical defenderam um índice maior de aumento real (10%), mas foi voto vencido na plenária, prevalecendo os 5%. Também a PLR defendida pelos capixabas e integrantes da Intersindical foi de distribuição linear para todos os bancários. O modelo aprovado repete os anos anteriores. Como avanço, o diretor do Sindicato Carlos Pereira de Araújo (Carlão) destacou o consenso em relação à formulação do eixo que terá como desdobramentos cláusulas que garantam o fim do assédio moral e dos instrumentos adoecedores na cobrança de metas. “Esperamos que essa campanha seja um marco histórico na luta contra o assédio moral e o adoecimento mental da categoria”, afirmou.
Consulta nacional
Os resultados da Consulta Nacional aos Bancários, realizada de 17 de abril a 2 de junho com trabalhadores da categoria de todo o país, foram apresentados durante a conferência. No total, a consulta ouviu 46.824 trabalhadoras e trabalhadores da categoria em todo o país. Aumento real, aumento da PLR e aumento maior para os vales alimentação e refeição foram apontadas como as três prioridades econômicas.
Endividamento
A Consulta deste ano também mediu o endividamento da categoria. Entre os respondentes, 71% têm dívidas, sendo que 10% possuem dívida em atraso. Desse percentual, 66% possuem dívidas em atraso com empresas de cartão de crédito e 44% são dívidas de crédito pessoal.
Sobre o financiamento da luta para manutenção e conquistas de direitos, 92,4% acredita que deve ser responsabilidade de todos os bancários, pois todos se beneficiam das conquistas. Apenas 6,8% acreditam que somente sócios dos sindicatos devem se responsabilizar pelo financiamento da luta, mesmo que todos os bancários sejam beneficiados.
A Consulta também questionou sobre a forma preferida de participação nas assembleias da categoria. Apenas 12% prefere participar presencialmente. A grande maioria, 87% prefere participar por meio virtual/remoto, com votação por plataformas digitais na internet.
Com relação às eleições municipais, 74% avaliam como muito importante eleger candidatas e candidatos comprometidos com as pautas dos trabalhadores para as prefeituras e câmaras municipais. Outros 18% avaliam como importante a eleição de candidatos com esse perfil. Apenas 4% avaliam como pouco importante e outros 4% que isso não tem importância.
Reforma tributária
A categoria também foi convidada a avaliar o grau de importância sobre diversos pontos referentes à reforma tributária.
- A ampliação da faixa de isenção do imposto de renda cobrado sobre a PLR é muito importante para 85%, importante para 11%, pouco importante para 2% e para 1% não tem importância;
- A isenção do imposto de renda para quem recebe salário de até R$ 5 mil é muito importante para 74%, importante para 19%, pouco importante para 4% e para 2% não tem importância;
- A cobrança do imposto sobre grandes fortunas para pessoas físicas com riqueza acima de R$ 10 milhões é muito importante para 69%, importante para 16%, pouco importante para 8% e para 7% não tem importância;
- O fim da isenção de imposto de renda para lucros e dividendos é muito importante para 67%, importante para 15%, pouco importante para 9% e para 8% não tem importância.








