A pauta de reivindicações específicas dos bancários do Santander foi entregue nesta segunda-feira, 10, pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) à direção do banco, visando às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Aprovada durante o Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, que ocorreu no último dia 6, na capital paulista, o documento foi recebido pela vice-presidente de RH, Germanuela de Almeida de Abreu, e pela superintendência de RH Sindicais do banco, representada por Marcelo Couto. Os trabalhadores entregaram, ainda, um pré-acordo visando garantir a manutenção de todos os direitos e conquistas do acordo vigente até a assinatura de um novo ACT.
A minuta é composta por três blocos: o primeiro é composto por das cláusulas vigentes do acordo atual, que tem duração até 31 de agosto de 2024; o segundo bloco são das cláusulas oriundas dos funcionários e funcionárias do banco Banespa; e o terceiro são de cláusulas novas.
“A pauta deste ano contém novidades importantes em relação aos pais e funcionários com deficiências (PcDs) e neurodivergentes e uma reivindicação antiga que diz respeito à isenção de tarifas assim como prática de taxas de juros mais baixas para os empregados. O Santander é o único banco do país que cobra tarifa de seus funcionários”, informa o integrante da COE e diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Cláudio Merçon (Cacau). Os trabalhadores também pedem, na minuta, a redução de jornada para quatro dias.
A expectativa, segundo Cacau, é que a negociação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários seja negociada o mais rápido possível. “No primeiro trimestre, o Santander teve aumento de 41,2% do lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado; boa fatia do lucro mundial sai do Brasil, mas os bancários brasileiros não têm os mesmos direitos dos trabalhadores do banco na Espanha. Então é possível para o Santander atender às reivindicações dos empregados”, afirmou.
PPRS
Segundo a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz , no ato de recebimento da minuta os representantes do banco destacaram que a empresa tem a expectativa de realizar uma alteração no acordo vigente, no que diz respeito ao pagamento da PPRS, para que possa ser compensada da PLR, como é praticado por algumas outras instituições. “Nós enfatizamos a importância da manutenção dessa conquista aos trabalhadores que construíram e constroem os resultados do banco. Além disso, o banco Santander tem inúmeros incentivos fiscais no pagamento dos seus tributos. Portanto, parte desse valor deveria ser revertido com a distribuição linear para todos os seus trabalhadores no Brasil”, disse ela.
Cabesp e Banesprev
Anexa à minuta, existem dois termos de compromisso, um da Cabesp e outro do Banesprev que tratam de direitos negociados pelo movimento sindical desde a privatização do Banespa.

