
A minuta de reivindicações dos bancários foi entregue pelo Comando Nacional dos Bancários nesta terça-feira, 18, à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em encontro realizado em São Paulo. O Sindibancários/ES está representado pelo diretor e membro do Comando, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Carlão representa os bancários capixabas e a Intersindical no Comando Nacional
“Ao entregar as nossas reivindicações, destacamos os eixos que são centrais para a categoria, como saúde, mais emprego, garantia de emprego e defesa dos bancos públicos. Nós, da Intersindical, defendemos uma celeridade no processo negocial e que as reuniões ocorram no máximo até o final de julho, para que seja possível mobilizar a categoria bancária para até mesmo uma greve, caso seja preciso”, enfatizou Carlão.
Carlão também defendeu a garantia do emprego em meio ao avanço tecnológico nos bancos. “As inovações devem estar a serviço de todos e, sobretudo, dos trabalhadores. A preservação de empregos é determinante para o futuro da humanidade, dado o papel desta função para a segurança e bem-estar social”, apontou.
A pauta foi aprovada em assembleias em todo o Brasil após a 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. O documento foi construído a partir de diversas conferências estaduais e regionais. Também foram consideradas as informações coletadas na Consulta Nacional dos Bancários, realizada entre abril e junho, com 46.824 respondentes.
Entre as reivindicações da categoria neste ano estão o fim do assédio e dos instrumentos adoecedores na cobrança de metas, reajuste de acordo com a inflação mais 5% de aumento real e maior participação nos lucros e resultados (PLR).
Confira o calendário de negociação
• Junho: 26/6
• Julho: 2, 11, 19 e 25/07
• Agosto: 6, 13, 20 e 27/8
Reivindicações
•Aumento real de 5% (inflação + 5%), PLR maior e ampliação de direitos
•Fim do assédio e dos instrumentos adoecedores na cobrança de metas
•Representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro
•Defesa dos empregos, considerando os avanços tecnológicos no trabalho bancário
•Redução da taxa de juros para induzir o crescimento econômico e geração de emprego e renda
•Reforma tributária: tributar os super ricos e ampliar a isenção do IR na PLR
•Fortalecimento das entidades sindicais e da negociação coletiva
•Ampliação da sindicalização
•Fortalecimento do debate sobre a importância das eleições de 2024 para a classe trabalhadora na defesa de seus direitos e da democracia: eleger candidatos e candidatas que tenham compromisso com as pautas dos trabalhadores
Ato contra juros altos
Para marcar o início das negociações da Campanha Nacional 2024, os bancários estiveram nas ruas de São Paulo nesta terça-feira se somando ao ato das centrais sindicais em frente ao Banco Central contra os juros altos.
Hoje é o primeiro dia da reunião do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) para definir a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic). A redução dos juros é uma das pautas sociais dos bancários na campanha deste ano.
Na reunião de maio, o Copom reduziu em apenas 0,25 ponto percentual o corte na Selic, mudando o ciclo de cortes de 0,50 que vinha ocorrendo a cada 45 dias, desde agosto de 2023. Com isso, a taxa básica de juro brasileira está em 10,50%, mantendo o país com um dos maiores juros reais do mundo. Agora, o mercado, que influencia a política monetária, aposta que, na reunião desta semana, não haverá nenhum corte.
Com informações da Contraf








