Nesta sexta-feira (19), durante a terceira rodada de negociações com a Caixa, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) cobrou do banco mais compromisso com a promoção de medidas de respeito à diversidade e de inclusão das pessoas com deficiência (PcD) e neurodivergentes. 

Sobre a inclusão de PcDs, a Caixa informou que atualmente esse grupo representa 5,1% dos empregados, mas garantiu que o objetivo é atingir 6%. Os representantes do banco ressaltaram que no último concurso da Caixa (ocorrido no primeiro semestre deste ano), 6% das vagas já foram destinadas a PcDs. 

Sobre as questões relacionadas à igualdade de gênero, a dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e membra efetiva da CEE, Lizandre Borges, disse que na próxima segunda-feira (22), será apresentado um voto no Conselho de Administração da Caixa propondo a alteração no Estatuto para que sejam destinadas 30% das vagas de direção do banco para as mulheres.
Funcef
Lizandre afirmou que o tema Funcef voltou à mesa. Segundo a integrante da CEE, a Caixa ainda não se posicionou se irá ou não abordar o debate durante as negociações da Campanha Salarial. 

Entrega de documento
Além dos empregados que fazem parte da CEE, a reunião contou com a participação de representantes do Comitê de Diversidade da Caixa que, logo no início da reunião, entregaram ao banco um documento com considerações sobre o Programa de Diversidade e Inclusão da Caixa.

 O texto recorda que, após cobrança das entidades sindicais, a Caixa retomou, em julho do ano passado, o Programa de Diversidade e Inclusão, mas que “no entanto, um ano após o lançamento do programa e da criação das Comissões Regionais de Diversidade, não percebemos avanços significativos nas pautas relacionadas aos cinco eixos temáticos do programa: equidade de gênero – mulheres na liderança, raça/cor, geracional, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.”

 “Há um ano, quando fomos empossados no Comitê de Diversidade, ficamos muito felizes com a possibilidade de retomar debates e políticas de inclusão e igualdade na Caixa. Passado esse tempo, o balanço de mudanças efetivas está aquém do que esperávamos. Precisamos ter avanços concretos”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, que faz parte do Comitê de Diversidade da Caixa pela Região Norte.

 O texto ressalta que as reclamações não são exclusivas das entidades sindicais. “Tanto os membros das comissões, quanto os demais empregados e empregadas da empresa demonstram insatisfação em relação à postura da Caixa no que diz respeito ao programa de diversidade”, diz o documento.

Próxima rodada de negociações com a Caixa irá discutir Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa.
(Com informações da Contraf)