Mais uma rodada de negociação sem respostas positivas do Banco do Brasil às reivindicações dos bancários. Assim foi a reunião desta quarta-feira, 14, da Comissão de Empresa com a direção do BB. “Esperávamos devolutivas do banco em relação ao que tínhamos colocado na minuta de reivindicações e nas mesas anteriores. As respostas do banco foram muito incipientes e frustrantes”, afirmou a diretora do Sindicato Bethânia Emerick.
Segundo ela, a única resposta efetiva que o BB trouxe para a mesa foi em relação às horas negativas do período da pandemia da covid-19. “O banco propôs anistiar as horas dos funcionários que têm 60 anos ou mais e dos pais de pessoas com deficiência que possuem redução de jornada. Isso não é nem de perto o que pedimos na minuta. Solicitamos que todas as horas fossem abonadas”, conta Bethânia.
Atualmente, 5.233 funcionários ainda possuem horas devedoras. Desses, 4.707 têm até 360 horas negativas, algo que, segundo o banco, seria possível de zerar até o prazo estabelecido, em maio de 2025. No entanto, 566 funcionários enfrentam uma situação mais complicada, com uma média de 1.034 horas devedoras, sendo que 239 destes têm mais de 60 anos de idade.
Sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o banco negou a possibilidade de eliminar o teto existente, frustrando uma das expectativas dos funcionários. Em relação à revisão de cargos, o banco ainda não deu nenhuma devolutiva, alegando que a questão ainda está em debate interno.
A comissão também cobrou um retorno sobre o programa Perfoma, plano de cargos e salários, e sobre as metas impostas aos funcionários.
A próxima reunião foi marcada para o dia 22 de agosto, às 15h, em Brasília.

