Os bancários do Banestes estão convocados para uma assembleia nesta quinta-feira, dia 22 de agosto, às 18 horas, no Centro Sindical (Rua Ithobal Rodrigues dos Campos 125 – Ilha de Santa Maria – Vitória/ES, atrás da Pró-Matre), para tratar da Campanha Salarial 2024.

As negociações praticamente não avançaram após mais de 40 dias da primeira reunião. É necessário fazer coletivamente um balanço do que vem ocorrendo nas reuniões com o banco para definir os próximos passos da campanha.

“É fundamental a mobilização dos funcionários. Estamos há sete rodadas tentando avançar nas negociações, mas o Banestes não reconhece o valor do trabalho dos funcionários para a obtenção dos lucros, não reconhece o adoecimento resultante da pressão por metas, não reconhece o que deve aos banestianos”, afirma a diretora do Sindicato Vanessa Espindula.

Cláusulas econômicas

Na rodada da quarta-feira, 14, a comissão do Sindicato ouviu do gerente-geral do banco, Alexandre Carlquist, que a diretoria vai aguardar a definição das negociações da mesa nacional com a Fenaban, principalmente em relação às pautas econômicas.

REV
A comissão cobrou respostas sobre a Remuneração Estratégica Variável (REV). Na minuta, os empregados reivindicam a REV linear para todos e sem limite de renda. A posição do banco foi manter o aditivo atual. Carlquist ficou de estudar a proposta da REV linear e apresentar uma devolutiva para a comissão.

PCS
A comissão do Sindicato cobrou participação no processo de construção do PCS. Os interlocutores do banco, porém, alegaram que a diretoria não autorizou incluir o PCS no Acordo Coletivo de Trabalho. Carlquist reafirmou que o banco está desenhando um plano de carreira.

Retorno ao trabalho
A comissão do Sindicato apresentou o item da minuta que versa sobre o retorno ao trabalho: o empregado tem o direito de manter todos os benefícios de que gozava anteriormente, sendo garantida a sua remuneração ou gratificação de função, mesmo quando não houver reconhecimento do acidente de trabalho e independentemente do tempo de afastamento para tratamento de saúde. Os interlocutores do Banestes ficaram de estudar um prazo relativo ao período de estabilidade.

Assédio
Sobre assédio, a proposta é que “a pessoa assediada terá estabilidade a partir da denúncia e durante o período que perdurar a investigação, sendo que uma vez constatado o fato, a vítima terá sua estabilidade prorrogada por dois anos”. O banco se posicionou resistente a garantir a estabilidade às vítimas de assédio.