Na reunião de negociações da Campanha Salarial 2024 entre a Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) realizada nesta quinta-feira, 22, o banco sinalizou que trará na próxima semana propostas para as cláusulas que tratam da substituição em cascata, das horas de estudo, do direito à desconexão e da política de diversidade. O banco ficou de encaminhar o texto sobre estes temas e agendar uma reunião com o departamento jurídico das entidades sindicais já na próxima semana para fechar a redação final das cláusulas.
A PLR Social será discutida nas negociações da terça-feira, 27, quando também outras cláusulas devem voltar ao debate para apresentação de propostas pelo banco. Na mesa, as representações dos empregados protestaram contra a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reduzir direitos da categoria, rebaixamento dos salários.
A proposta apresentada na mesa geral da Campanha Salarial e rejeitada de pronto pelo Comando Nacional dos Bancários é a concessão de apenas 85% do índice de inflação como reajuste salarial. “O índice é definido na mesa geral, então precisamos nos mobilizar porque a Fenaban não está colaborando para avanços, apresentando uma proposta insuficiente”, afirmou a diretora do Sindibancários/ES e integrante da CEE, Lizandre Borges. Ela convocou todos os empregados e empregadas da CEF para a assembleia virtual na próxima segunda-feira, 26, às 19h, quando os bancários capixabas vão discutir os desdobramentos da campanha – o link será disponibilizado aqui no site.
Protesto
Na negociação com a Caixa, foi apresentado um protesto dos trabalhadores contra a violência da Polícia Militar de São Paulo às manifestações da categoria bancária no Radar Santander, na Zona Sul da capital paulista, nesta terça-feira, 22, quando era realizado ato do Dia Nacional de Luta contra as Terceirizações. Bancários e apoiadores foram agredidos com empurrões e uso de cassetetes durante a manifestação.

