
A 8ª mesa de negociações praticamente não avançou em relação à da semana passada (Foto: Contraf)
Representantes do Banco do Brasil e dos funcionários se reuniram nessa quinta-feira (22) em Brasília para mais uma rodada de negociações. Entretanto, da rodada da semana passada, a sétima, para a dessa quinta as negociações praticamente não avançaram. Na avaliação da dirigente do Sindicato dos Bancários Bethania Emerick, que integra a mesa de negociações representando a base capixaba dos empregados do BB e a Fetraf RJ/ES, os avanços foram bem pontuais. Ela destaca o retorno dos vigilantes e a inclusão de mais alguns grupos no abono do banco de horas e só. “Fora isso, não houve avanços. O banco continua se recusando a atender a reivindicação que pede o fim do teto da PLR”, apontou. Bethania explicou que os representantes do BB estão condicionando a apresentação de uma proposta do banco ao fechamento das negociações nacionais com a Fenaban.
Teto PLR
Sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), foi reforçada a cobrança do fim do teto, porém o banco novamente alegou que não há essa possibilidade de atender ao pleito dos trabalhadores. Alegou que a PLR do BB é muito diferenciada das demais instituições financeiras, com patamares superiores.
O BB também informou que apresentou uma proposta de aumento de PLR para os contínuos (que hoje são 140 no banco). Eles passarão a receber a mesma dos escriturários.
Retorno dos vigilantes
O banco assumiu o compromisso com a volta dos vigilantes, já a partir de setembro, em todas as unidades de varejo, independente de ter numerário ou não. O BB disse que os vigilantes estarão em todas as unidades de varejo. O retorno dos vigilantes era uma demanda do movimento sindical, que considera fundamental a presença desses profissionais para resguardar a segurança dos empregados, além de garantir mais segurança aos clientes.
Banco de horas
Sobre o banco de horas negativas adquiridas durante a pandemia da covid-19, tema abordado na mesa do dia 15, o BB fez a proposta de abono para os empregados que ainda têm horas a compensar. Além dos funcionários com 60 anos ou mais e os pais que tenham filhos com alguma deficiência, ns rodada dessa quinta-feira o BB incluiu os funcionários que eram do grupo risco da covid e que tiverem feito mais de 70% até maio (quando encerra o acordo de covid), terão o restante abonado. E os funcionários afastados por licença à saúde também terão as horas anistiadas.
A reivindicação da categoria, no entanto, ressaltou Bethania, era assegurar a anistia a todos os colegas que estão efetivamente trabalhando diariamente e não conseguem zerar essas horas. A dirigente disse que a comissão de negociações irá continuar insistindo em estender a anistia de horas covid para todos os funcionários. A comissão também destacou a demanda das mães solo e de pais com crianças ainda em idade escolar, que não têm com quem deixá-las, para fazerem mais horas.
Dívidas
Os representantes do BB informaram sobre o lançamento do programa Equilibbra, para equacionar o endividamento do funcionalismo, uma antiga preocupação do movimento sindical. Levantamento realizado pela Contraf aponta que a categoria bancária está endividada endividada.
Assembleia
A insatisfação dos bancários e bancárias ante a inércia dos bancos em apresentar propostas efetivas às reivindicações da categoria tem sido geral. A Fenaban, além de não avançar nas negociações, apresentou proposta salarial rebaixada, prontamente recusada pelo Comando Nacional dos Bancários. Nas mesas específicas da Caixa e do BB é tônica tem sido a mesma: enrolar para dar respostas às reivindicações ou apresentar propostas insuficientes.
Em repúdio a essa postura dos bancos, o Sindibancários/ES está convocando os bancários e as bancárias capixabas para assembleia virtual nesta segunda-feira (26) às 19h00 para discutir os rumos da campanha e as estratégias de mobilização da categoria na próxima semana. Clique aqui para saber mais informações e como participar da assembleia.

