Após o resultado da assembleia de votação sobre a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), nesta sexta-feira (13), a direção do Banestes adotou uma postura desleal, antissindical e de ameaça contra os empregados. Em comunicado interno,  o banco informou a suspensão de benefícios garantidos no ACT,  cuja validade era até 31 de agosto último. O Sindicato dos Bancários/ES recebeu diversas denúncias de banestianos sobre a postura autoritária da direção do Banestes, que quer penalizar os empregados por rejeitarem a proposta do acordo. O Sindicato já está tomando as devidas medidas legais e vai denunciar a direção do Banestes ao Ministério Público Federal.

A intransigência, a falta de diálogo e o autoritarismo da atual direção do banco representam o rompimento do compromisso assumido pelo governador Renato Casagrande de manter aberto um canal de diálogo com os banestianos e suas representações sindicais, bem como investir na valorização do corpo funcional do banco, como destaca o diretor dos Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

“Recebemos com indignação a denúncia dos bancários e das bancárias neste final de tarde. O presidente do banco faz uma verdadeira ameaça aos empregados. Isso nos causa revolta. Estamos no meio de um processo negocial, os bancários do Banestes participaram de uma votação massiva e, mesmo com a pressão do banco, os bancários rejeitaram o acordo por ampla maioria. Estamos denunciando ao Ministério Público do Trabalho essa forma autoritária e desleal do banco. Vamos também procurar o governador Renato Casagrande que tem compromisso assinado com os banestianos de garantir negociação livre com o banco. Os bancários e as bancárias não devem aceitar nenhum tipo de ameaça. Seguimos na luta”, enfatiza Carlão.

O Sindicato já enviou ofício à direção do Banestes solicitando reabertura das negociações. Um ofício também foi enviado ao governador Renato Casagrande solicitando uma audiência para solucionar esse impasse criado pela direção do banco. Os direitos garantidos pelo ACT específico do Banestes são resultado de décadas de luta dos empregados e não podem ser banidos de uma hora para a outra em pleno processo negocial, como aponta o diretor do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

“Desde o início das negociações, a comissão do Sindicato reivindicou a assinatura do acordo que garante a ultratividade do ACT.  No entanto, sob alegação de que as negociações iriam se resolver na mesa com diálogo, a direção do banco se recusou a assinar.  Mas agora, se valendo,  justamente do fim da validade do ACT, a direção do Banestes faz ameaça explícita aos bancários e penaliza os funcionários extinguindo direitos sociais e econômicos que foram duramente conquistados. Isso é, no mínimo, absurdo”, reage Jonas Freire.